Imagem ilustrativa da imagem PRF faz campanha pelo uso do cinto de segurança em ônibus
| Foto: Fernando Oliveira-PRF/Divulgação


Além das campanhas realizadas nas estradas, a Polícia Rodoviária Federal do Paraná também está abordando os passageiros de ônibus de viagem para conscientizá-los sobre a importância do uso do cinto de segurança. A campanha está sendo realizada nas rodoviárias de Londrina, Curitiba, Ponta Grossa, Pato Branco e Foz do Iguaçu.

De acordo com o policial Wagner Stochi, responsável pela ação na manhã deste sábado (25) na rodoviária de Londrina, na maioria dos casos os passageiros acaba se esquecendo de usar o cinto porque não tem essa cultura. "Tentamos conscientizá-los de que devem usar o equipamento não porque o policial pede, mas porque isso pode salvar a vida em caso de acidente. Nos carros o motorista costuma ficar mais atento, porque em caso de flagrante os pontos relativos à infração vão para a carteira dele. Já nos ônibus, mesmo quando o motorista faz o alerta é comum que acabem soltando o cinto durante a viagem, principalmente depois de uma parada", contou.

Durante a abordagem, o oficial distribuiu panfletos explicativos e fez uma breve palestra, relatando que, no caso de um acidente, entre 90% e 95% dos passageiros que vão a óbito não usavam o equipamento de segurança. "As rodovias estão mais movimentadas por causa do Carnaval. No caso de uma freada brusca a pessoa sem cinto pode acabar arremessada contra o banco da frente e quebrar o nariz ou os dentes", alertou Stochi.

Ele também citou dois acidentes graves envolvendo ônibus ocorridos nos últimos anos na região, onde morreram 14 pessoas em Bandeirantes e outras 12 em Campo Mourão, porque não estavam com o cinto afivelado.

Viajando para Cambará, a dona de casa Selma de Oliveira Meado contou que apesar de viajar pouco, sempre se lembra de usar o cinto de segurança, principalmente por causa do aviso do motorista.

Já a psicopedagoga Cecília Mendonça Belisário, de Bandeirantes, confessa que não costuma usar o cinto. "Eu viajo sempre, costumo levar o travesseiro, deito no banco e acabo não colocando. Alguns motoristas avisam, só então me lembro. Mas agora sabendo dessa estatística sobre os óbitos, com certeza eu vou usar", destacou.

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