Curitiba - No terceiro dia após a suspensão da fiscalização de 3,4 mil quilômetros de estradas federais no Paraná pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ainda não tinha "assumido o posto". Na última sexta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) publicou decisão determinando a retirada da Polícia Estadual das rodovias federais que cortam o Estado.
De acordo com a assessoria de comunicação da PRF, o órgão ainda não foi notificado oficialmente da determinação, mas já traçou um plano de ação para mobilizar, de forma ágil, os agentes. "A PRF tem condições de assumir os postos. Mas ainda falta acertarmos algumas tratativas", informou o inspetor Fabiano Moreno. O plano de ação deve ser apresentado hoje ou amanhã pela manhã.
Na avaliação do procurador-geral do Estado, Carlos Frederico Marés, a decisão do TRF "desorganiza" a fiscalização, que até então era feita pela PRF e PRE em conjunto. Segundo ele, o tribunal errou ao entrar na "seara administrativa" da fiscalização do trânsito. Na sua opinião a questão mais problemática foi a determinação da devolução dos valores arrecadados por multas aplicadas pela PRE. Esse será o principal objeto do recurso que o Estado pretende impetrar nos próximos dez dias contra a decisão. Sobre as multas aplicadas pelo Estado nas rodovias federais, o procurador não soube precisar valores nem a forma de pagamento.

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