O projeto de lei do Executivo que aumenta o valor da cesta básica do servidor foi aprovado ontem, em primeira discussão, pela Câmara de Vereadores. A matéria, no entanto, pode receber modificações dos vereadores e da própria Prefeitura. O secretário da Fazenda, Luiz César Guedes, admite que o impacto nos cofres municipais seria muito grande: cerca de R$ 653 mil por mês.
O aumento da cesta básica e a sua extensão a todos os funcionários faz parte da pauta de negociações entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv). De acordo com o projeto, os funcionários que ganham até R$ 1.500,00 receberiam uma cesta de R$ 100,00, e aqueles cujos salários são acima de R$ 1.500,00 teriam direito a R$ 80,00. Os secretários municipais não têm direito ao benefício.
Atualmente, o servidor cujo salário é de até R$ 400,00 ganha uma cesta de R$ 80,73, e o que se situa na faixa salarial de R$ 400,00 a R$ 1.500,00 recebe R$ 73,22. O presidente do Sindserv, Gláudio Renato de Lima, informa que o benefício atualmente é destinado a aproximadamente quatro mil dos seis mil servidores ativos.
O projeto foi protocolado na Câmara de Vereadores no dia 20 deste mês. Ontem, foi aprovada a urgência na sua tramitação e, em seguida, passou em primeira discussão. O vereador Célio Guergoletto (PMDB), da Comissão de Justiça da Câmara, observa que o projeto deverá receber alterações, principalmente no que diz respeito à extensão do benefício a todos os servidores.
Guergoletto não concorda que a cesta seja dada aos que ganham acima de R$ 1.500,00. O vereador sugere ainda convidar o secretário da Fazenda para comparecer à Câmara e dar informações sobre o impacto do aumento da cesta nos cofres da Prefeitura.
Guedes também diz ser a favor de alterações na matéria. Ele alega que, de acordo com estudos do Sindserv, o aumento no valor da cesta custaria ao município R$ 510 mil ou R$ 520 mil mensais. Mas afirma que, quando os tíquetes começaram a ser rodados, foi constatado um custo de R$ 653 mil. ‘‘Houve algum erro no cálculo inicial enviado pelo Sindserv.’’ Segundo ele, é ‘‘impossível’’ arcar com mais R$ 653 mil todos os meses - o gasto atual é de R$ 400 mil com cestas básicas.
O secretário diz que alterações no projeto serão analisadas com o Sindicato. Lima afirma que também quer discutir o assunto, mas não consegue falar com o secretário. Ele diz que os estudos sobre a cesta foram feitos com base em dados fornecidos pela Prefeitura. Sobre a alteração proposta por Célio Guergoletto, o presidente do Sindserv diz esperar que ele volte atrás. Ele informa que 507 servidores ganham acima dos R$ 1.500,00.

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