Saber se vai chover amanhã não é tarefa simples. Prever o tempo exige monitoramento constante. Durante 24 horas por dia, meteorologistas do Instituto Tecnológico Simepar ficam de olho na previsão do tempo do Paraná. Um dos objetivos é emitir avisos sobre possíveis alterações intensas no clima e a possibilidade de desastres climáticos.
Por isso, são emitidos alertas para a Defesa Civil quando uma chuva intensa se aproxima ou quando há possibilidade de geada. Dois dias antes da maior chuva já registrada em Londrina, que aconteceu no dia 19 de junho, os meteorologistas do órgão já alertavam para o temporal que se aproximava do Estado.
Conforme Sheila Paz, o aviso foi emitido dois dias antes da chuva e reforçado na véspera. ''Foi um gol'', comemorou a meteorologista do Simepar. Segundo ela, o primeiro alerta estimava possilidade de mais de 120 milímetros de chuva em alguns pontos do Estado. ''Cem milímetros já é preocupante'', comenta Sheila, que faz parte da equipe que atua na central em Curitiba - formada por oito profissionais.
A meteorologista do Simepar em Londrina, Angela Beatriz Costa, explica que cada milímetro equivale a um litro por metro quadrado. No dia 19 de junho, choveu 205 milímetros na cidade. ''É como jogar 200 litros em um metro quadrado'', explica ela, que atua há seis anos na cidade. Nunca, pelo menos desde 1976, quando teve início o trabalho de registros do Instituto Agrônomico do Paraná (Iapar), havia chovido tanto em 24 horas em Londrina.
O tenente-coronel Edemilson de Barros, chefe da Defesa Civil no Paraná, confirmou que o órgão recebeu os alertas. ''Além do Simepar, recebemos alertas de Brasília também'', afirma. No entanto, aponta ele, os avisos são normalmente muito gerais e por isso são repassados para as 15 regionais da Defesa Civil no Estado. ''É preciso refinar a previsão'', comenta.
Nenhuma previsão pode garantir, no entanto, 100% de acerto. Por isso, conforme Sheila Paz, quanto mais curto o período, maior a chance de confirmação do que foi previsto. ''A partir de 48 horas e de 24 horas as previsões são mais confiáveis'', explica. Um tempo que, apesar de curto, pode ser essencial na prevenção de estragos.

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