Prevenção é precária nos prédios do Centro da cidade
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sexta-feira, 21 de abril de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Problemas com as centrais de gás, inexistência de escadas enclausuradas, apenas uma passagem para entrada e saída de moradores. Nas lojas e prédios antigos do Centro da cidade, deficiências na construção podem aumentar em muito os perigos de incêndio. O último ocorrido na região foi no dia 12 à noite, em uma pastelaria do Calçadão, assustando moradores da região e mobilizando seis viaturas do Corpo de Bombeiros.
Três prédios construídos no final da década de 50 e início da década de 60, visitados pela Folha, obedecem as normas mínimas de prevenção a incêndios, como evitar a obstrução de halls e manter em dia a recarga dos extintores. Mas problemas estruturais, como a existência de portas corta-fogo, não foram resolvidos. Aqui não temos nem garagem, revelou o síndico de um dos prédios.
Segundo o capitão Jair Antonio de Souza, do Setor de Vistorias e Prevenção do Corpo de Bombeiros, o Código de Prevenção a Incêndios é de 1976, e os prédios mais problemáticos são justamente os construídos antes desta época. Pedimos que eles tentem se adequar no que for possível. Como na época em que foram construídos não havia determinadas exigências, só podemos orientar que sejam colocados mais extintores e iluminação de emergência nas escadas e corredores.
O capitão esclarece que de acordo com o Código, os prédios a partir de sete andares têm que ter escada enclausurada (que são antecedidas por uma antecâmara, contendo duas portas corta-fogo). Já os edifícios que têm entre quatro e sete andares devem ter uma porta corta-fogo.
Embora façam as vistorias anuais, os bombeiros não têm poder de multar. Mandamos notificação e se o problema persistir, podemos emitir um certificado de reprovação à prefeitura e Ministério Público, que podem interditar ou cassar o alvará de funcionamento. Em casos de irregularidades mais graves, é dado um prazo para os responsáveis pelo edifício resolverem o problema.
Para suprir a demanda por vistorias, também os postos do Corpo de Bombeiros nos bairros têm feito as visitas aos prédios. Temos 11 bombeiros para vistoriar todos os edifícios, por isso contamos com a ajuda do pessoal de plantão nos postos do Jardim Tóquio (Zona Oeste), Zona Sul, Zona Norte e Lago Igapó.
Marco Antonio de Almeida, proprietário da Matincêndio única empresa de Londrina que faz revisão de mangueiras de extintores explica que a exemplo das recargas, estas revisões devem acontecer anualmente. Segundo ele, porém, nem todos os prédios seguem a determinação. Cerca de 70% fazem o serviço completo. Os outros 30%, por economia, deixam a revisão para trás. Entre os prédios que não descuidam da manutenção dos extintores, afirma Almeida, estão justamente os prédios mais antigos da região central.


