Atividades aeróbicas realizadas três vezes por semana, com duração média de 50 minutos, já são suficientes para fazer bem ao coração, sugere cardiologista
Atividades aeróbicas realizadas três vezes por semana, com duração média de 50 minutos, já são suficientes para fazer bem ao coração, sugere cardiologista | Foto: Shutterstock



Aquela velha máxima que diz que "a prevenção é o melhor remédio" nunca sai de moda. Buscar hábitos saudáveis e evitar o que faz mal ainda é a melhor maneira de manter-se longe das doenças. E quando falamos do coração, ela se faz ainda mais presente. No Dia Mundial do Coração, celebrado no dia 29 de setembro, cardiologistas do mundo todo fizeram um alerta para medidas que podem prolongar a vida e diminuir as preocupantes estatísticas de mortes por doenças cardíacas.

Basta olhar dados recentes divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para entender o porquê da preocupação dos médicos. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo, com os infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) liderando a lista de eventos mais frequentes e fatais. De acordo com a OMS, 17,5 milhões de pessoas morrem de enfermidades cardiovasculares a cada ano, o que representa cerca de 31% de todos os óbitos no planeta.

O que cardiologistas do mundo inteiro tentam reforçar todos os anos é que a maioria dos problemas cardiovasculares pode ser evitada basicamente com a adoção de hábitos saudáveis e o abandono de algumas práticas maléficas ao organismo. "A realização de atividades físicas e a manutenção de uma dieta saudável, ambos de forma regular, já são primeiros passos importantes nesse trabalho de prevenção", afirma o cardiologista Laercio Uemura, do Centro do Coração de Londrina.

"Além de fazer bem ao coração, a prática de exercícios físicos tem uma série de benefícios indiretos ao corpo humano, como o aumento da disposição, melhoria no sono, combate ao estresse, entre outros. Isso vai trazer um ganho na qualidade de vida do paciente", acrescenta o cardiologista.

O médico lembra que o sedentarismo é um dos grandes vilões do coração. Pessoas que não praticam atividade física regularmente apresentam mais chance de sofrer AVC ou infarto, desenvolver hipertensão arterial, diabetes, além da obesidade.

E não é preciso adotar grandes jornadas de exercício físico para sentir os benefícios para o corpo. Uma simples programação com atividades aeróbicas três vezes por semana, com duração média de 50 minutos, já é suficiente para fazer um bem e tanto para o coração, o corpo e a mente.

Uemura indica ainda algumas atividades complementares que podem ajudar. Para quem passa muitas horas sentado trabalhando a dica é levantar algumas vezes para movimentar as pernas. Optar pela escada ao invés do elevador, assim como deixar o carro de lado em pequenas distâncias também ajuda no combate ao sedentarismo.

A lista de inimigos do coração ainda tem outros três problemas muito presentes na atualidade: o consumo de bebidas alcoólicas em excesso, alimentações ricas em gordura saturada e o tabagismo. "Neste mundo moderno, da tecnologia, dos ‘fast foods’, da falta de tempo e da vida atribulada, agitada, estressante, ou você cuida do coração ou ele vai te deixar na mão. Faço sempre este alerta. As pessoas procuram o consultório quando já estão com algum sintoma de problema cardíaco ou alguma doença desenvolvida, mas esquecem que a prevenção é fundamental e os cuidados devem ser tomados desde a infância".

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