O melhor amigo do homem pode tornar-se uma ameaça para a saúde no caso de ataque. O risco é maior do que apenas a dor do ferimento. O cachorro é um dos principais agentes transmissores da raiva, tipo fatal de zoonose. A única forma de evitar a morte é tratar o paciente imediatamente. Uma vez desenvolvida a doença, não há mais chance de salvação, tanto para o homem quanto para os animais. A prevenção contra a doença, entretanto, requer cuidados simples como a vacinação dos bichos e das vítimas de mordidas.
Controlada há mais de 20 anos no Paraná, a raiva é uma doença infecciosa provocada por vírus. O microorganismo pode estar na saliva do animal e atingir o sistema nervoso. Outros animais também são potenciais transmissores: gato, morcego, raposa, gato-do-mato, entre outros.
A principal forma de prevenção é a vacinação anual dos animais. A imunização está disponível em lojas de produtos veterinários. Outro cuidado importante é evitar os ataques. O maior número de mordidas de animais ocorre dentro de casa, contra moradores, visitantes ou invasores. Os animais semi-domiciliados atacam menos, porém oferecem risco maior por estarem mais expostos à contaminação. Os bichos de rua são os menos perigosos porque raramente atacam.
Mas quando o ataque ocorre, também é importante agir rápido. O primeiro ato é lavar o ferimento com água e sabão comum e aplicar anti-séptico. Em seguida, procurar atendimento médico. As agressões mais passíveis de contaminação são nas mãos, dedos, cabeça e pescoço. Como o período de incubação varia de 45 a 60 dias, as pessoas contaminadas são curadas se tomarem a vacina antes da disseminação da doença.
''A maior parte dos casos de mordida não precisam de vacina. Principalmente se o animal for de dentro de casa. Neste caso, só um curativo no ferimento resolve'', explicou o professor de zoonoses e saúde pública do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Italmar Teodorico Navarro.
O profissional pode receitar a aplicação de vacina anti-rábica e, possivelmente, de uma combinação com soro. O animal é isolado para detecção de possíveis sintomas da doença, como mudança repentinda de comportamento, depressão, dificuldade de deglutição, aversão a barulho e luz. O animal contaminado deve sofrer eutanásia.

mockup