Prevenção contra doença de Chagas
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Reportagem Local 
Com o objetivo de prevenção a doença de Chagas, o setor de Endemias da Secretaria de Saúde de Londrina está implantando nos postos de saúde da zona rural os Postos de Informações de Triatomíneos (PITs). A única exceção é o povoado Barro Preto, onde o PIT será fixado na venda Barro Preto.
Em cada um dos 13 PITs, há um profissional da saúde treinado para pré-identificar os vetores encontrados pelos moradores e encaminhá-los ao setor de endemias. Segundo o coordenador de Endemias, Elson Belisário, estes postos servirão para a vigilância passiva dos domicílios da Zona Rural onde, anteriormente, os agentes de saúde faziam vistorias regulares em todas as casas.
Belisário explicou que a iniciativa foi implantada na cidade porque, devido ao baixo índice de insetos localizados, é possível controlar a infestação com a ajuda da população. ''Os agentes continuarão a visitar as áreas, mas apenas para a vistoria de casas desabitadas, onde continuamos a fazer a aplicação de inseticidas e a captura dos insetos para análise'', informou.
Segundo o coordenador, é muito importante o trabalho de divulgação e conscientização sobre a doença e as formas de prevenção, pois a doença de Chagas é bastante comum nas áreas rurais. ''Se não descoberta a tempo, a doença de Chagas geralmente é fatal. Como os sintomas iniciais são sutis, as pessoas acabam só procurando ajuda médica, quando o caso se torna crônico.''
O coordenador também explicou que os insetos que forem encontrados, serão encaminhados aos laboratórios, para que sejam examinados e, caso estejam infectados, a família moradora da residência passará por exames sorológicos que determinarão se foram infectados ou não. ''As áreas de maior risco em Londrina, hoje, são os distritos de Guaravera e da Warta, onde foram encontrados insetos contaminados com a doença, mas a atenção está sendo dada a todas as comunidades rurais'', informou.
Segundo dados do setor de Endemias, foram encontrados 43 bichos barbeiros nos últimos seis anos na zona rural de Londrina. Do total, apenas três estavam contaminados. ''Além disso, a espécie encontrada em Londrina é a Panstrongylus megistus, uma espécie silvestre, que evita a proximidade com os seres humanos, mas que, quando privado da presença de animais, também, se alimenta de sangue humano'', enfatizou Belisário.


