Londrina - Ir e voltar da aula sozinho pode ser mais arriscado do que parece para as crianças. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, por ano, mais de 600 crianças morrem no País vítimas de acidentes de trânsito neste tipo de situação. Uma campanha nacional, encabeçada pelo órgão, está sendo desenvolvida para alertar pais e responsáveis sobre os riscos de atropelamento em áreas próximas a escolas.
A recomendação é acompanhar os estudantes em travessias e ficar atento ao embarque e desembarque dos alunos no veículo da família ou mesmo van escolar. A prática é seguida à risca pelo pai de Lorena, de 8 anos, na entrada e saída da Escola Municipal Arthur Thomas, na região central de Londrina. "Venho buscar sempre e não a deixo atravessar a rua sozinha. Até quando estou de carro, procuro não usar vaga de embarque e desembarque para estacionar. Desço, a espero e levo até nosso carro", disse o corretor Sidney Fantini, de 53 anos.
A estudante Hosana das Neves, de 37, também garante ficar bastante atenta ao trânsito perto do colégio onde a filha está matriculada. Moradora da Vila Recreio (área central), ela não hesita em pegar o transporte coletivo e seguir até o centro para se encontrar com a menina. "Depois que eu mesma fui atropelada atravessando a rua com o sinal fechado para carros, fiquei ainda mais receosa", pontuou.

PREVENÇÃO
Orientações no trânsito ao redor das escolas também estão sendo feitas em Londrina pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). A ação faz parte da campanha "Volta às aulas" e abrange escolas municipais, estaduais e particulares. A companhia estima que a frota de veículos circulando no município aumente em 15% com o fim das férias escolares.
Apesar de não ter números a respeito de atropelamentos nestas áreas, a CMTU está intensificando o alerta sobre o problema. Segundo a coordenadora de Educação no Trânsito da CMTU, Daniele Pizaia, os pais são abordados e recebem explicações sobre aspectos que interferem diretamente na segurança dos estudantes, como o uso correto de vagas de embarque e desembarque. "Se os pais ficam esperando o filho, com o carro parado na vaga de desembarque, isso caracteriza estacionamento, uma infração. Outros carros vão formando fila dupla ali e isso acaba expondo a criança ao risco de atropelamento", comentou.
Os agentes da CMTU também orientam as famílias sobre a utilização correta do bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação. Daniela destaca que em nenhuma situação é permitido que a criança menor de 10 anos de idade seja transportada no banco ao lado do motorista. O cinto de segurança afivelado também é fundamental. "Além da orientação, estamos fiscalizando. Quando a situação coloca em risco a vida da criança, é aplicada multa. É preciso, em primeiro lugar, preservar a vida", salientou a coordenadora.
As ações devem ser interrompidas durante o recesso de Carnaval e, depois, seguir até o dia 24 de fevereiro. Ao todo, 14 escolas devem receber os agentes da CMTU. O cronograma de atuação foi elaborado em parceria com as instituições atendidas e segue aberto a outros estabelecimentos educacionais interessados.(Com Agência Saúde)

mockup