Prevenção contra as drogas nas escolas
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
A comemoração dos dois anos de funcionamento da 4 Companhia da Patrulha Escolar em Londrina significou muita diversão para alunos da Escola Municipal Joaquim Vicente de Castro, da Zona Sul. Alunos do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), da Polícia Militar (PM), eles foram conhecer a sede da Patrulha Escolar Comunitária, às margens do Lago Igapó, na Área Central. Na próxima sexta-feira, alunos de duas outras escolas repetem a programação.
Recepcionados pelo mascote do Proerd - uma policial vestida de leãozinho - eles participaram de várias atividades. Bombeiros fizeram demonstrações com equipamentos como a tirolesa, inclusive permitindo às crianças experimentarem a sensação de descer pela corda. Também convidados pelo comando da Patrulha Escolar, policiais da Força Verde divulgaram o trabalho da equipe, mostrando aos alunos alguns animais silvestres empalhados.
Empolgado com a visita, Luis Henrique, 9 anos, esperava com ansiedade a oportunidade de testar o equipamento dos bombeiros. Sobre as aulas no Proerd, ele considera que foram interessantes ''porque a gente aprendeu sobre os efeitos e as consequências das drogas. Não sabia que a venda de cigarros e bebidas a menores de 18 anos era proibida'', disse.
Lyandra, 10, não imaginava que a sede da Patrulha Escolar fosse em um lugar bonito como o Igapó. Assustada com a violência, ela aprendeu que as drogas são perigosas porque fazem mal à saúde e levam as pessoas a cometerem crimes.
A 4 Cia atua em 103 municípios do Norte e Nordeste. De acordo com o 2º tenente Fernando Bonifácio Ferreira, a Patrulha Escolar atende os estabelecimentos de ensino com o desenvolvimento de cinco etapas do programa: avaliação das instalações físicas, dinâmicas para discutir segurança, estabelecimento de um cronograma, palestras sobre o tema e a elaboração de um plano de segurança para cada escola.
Atualmente, 97% das atividades da companhia são preventivas, com palestras, contato com a direção das escolas e a presença na entrada e saída dos alunos. Os 3% restantes dizem respeito à mediação de conflitos, sempre com participação dos pais e pedagogos. ''São situações pontuais. Muitas vezes o conflito começa com provocações através de sites como o Orkut e termina na escola. A ideia é evitar pequenas brigas que podem resultar em lesões corporais mais importantes.''
A sargento Edmara Sacoman Coelho, educadora social do Proerd, explicou que as crianças se sensibilizam diante das informações e mostram-se conscientes sobre os riscos das drogas. Para ela, a principal necessidade, hoje, no combate à violência nas escolas, é o envolvimento dos pais. ''Às vezes o problema acontece dentro de casa e os pais não têm consciência.''


