Prevenção cada vez mais importante
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Reportagem Local 
A campanha do Outubro Rosa é realizada para chamar a atenção sobre os cuidados que as mulheres precisam ter com relação à saúde e sobre os riscos e tratamento do câncer de mama. E se trata de um movimento fundamental, uma vez que o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer.
Para a médica radiologista da MP Diagnósticos em Londrina, Maria Angélica Bernardes Moura, o Outubro Rosa é importante para ajudar no processo de conscientização de toda a população, homens e mulheres, sobre os riscos da doença e as melhores formas de identificá-la, os exames disponíveis, a importância de se diagnosticar o problema precocemente e as formas de tratamento. "Cuidados com a saúde e exames de rotina no caso do câncer de mama são fundamentais. Quando as pacientes consultam seus médicos regularmente e realizam os devidos exames, a chance de diagnosticar a doença no seu início é maior e isso pode contribuir muito para o sucesso do tratamento", acrescenta.
Além disso, reforça a especialista, é importante conversar sobre a doença e buscar o máximo de informações. Maria Angélica observa que, apesar da intensificação das campanhas para levar informações sobre saúde para as pessoas no geral, ainda é alto e preocupante o número de mulheres que demoram para diagnosticar a doença.
Conforme informações do Inca, a detecção do câncer de mama em fases iniciais aumenta, na grande parte dos casos, as chances de tratamento e cura. As melhores formas de detecção dessa doença são o exame de toque das mamas e a mamografia. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. O Exame Clínico de Mamas, indica o Inca, pode detectar tumor de até um centímetro, se superficial, e quando realizado por médico ou enfermeira treinados. Já a mamografia permite a detecção precoce do câncer, ao mostrar lesões em fase inicial e muito pequenas.
Mas, segundo a médica Maria Angélica, os números divulgados pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) apontam que o índice de mamografias no Brasil está abaixo da média mundial. A pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 40% das mulheres brasileiras de 50 a 69 anos de idade não fazem mamografia. Essa faixa etária é definida como prioritária para a realização do exame preventivo pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda que pelo menos 70% das mulheres sejam avaliadas periodicamente. "As mulheres não podem negligenciar a sua saúde", enfatiza Maria Angélica. Por isso, reforça a especialista, é importante que elas façam as consultas médicas de rotina e os devidos exames. Além disso, alerta sobre a importância do governo oferecer exames e tratamentos adequados às pacientes. Ela reconhece que muitas mulheres têm medo de fazer o exame, por se tratar de um procedimento um pouco desconfortável, ou mesmo o medo de descobrir a doença. Mas reforça que hoje em dia há equipamentos mais modernos, como os mamógrafos digitais, com maior capacidade de imagem e um pouco menos desconfortáveis.
Ainda, segundo Maria Angélica, é importante realizar o exame com profissionais qualificados e que possam prestar o apoio que a mulher precisa. "O importante é realizar o exame. Vencer o medo", pontua.


