Uma das doenças crônicas mais preocupantes da atualidade e que afligem famílias de todo o mundo, certamente, é o problema da dependência química. Seja pelo fácil acesso ou banalização do uso, as drogas estão cada vez mais cedo presentes na vida dos jovens, adolescentes e até mesmo das crianças. Diante dos altos índices de dependentes, o número de casas de recuperação cresce. Mas, ainda assim, não é suficiente para absorver a demanda. O assunto foi debatido durante a Semana Nacional de Prevenção ao Uso de Drogas, na semana passada.
  Mesmo que os esforços e olhares estejam voltados para o tratamento, muitos dos que passam por clínicas ou comunidades têm recaídas. Isso porque, ao retornar para o mesmo ambiente, deparam-se com dificuldades de reinserção, seja social ou no trabalho e, consequentemente, não conseguem manter o equilíbrio necessário para ficar distante das drogas.
  Para ajudar pessoas nesta situação, existem programas e grupos de autoajuda em todo o país, e um deles está perto de Londrina e região. Para que jovens tenham sucesso no tratamento, a ONG Valorizando a Esperança, com sede em Ibiporã (Norte), criada para ajudar pessoas em situação de risco e, principalmente ex-dependentes químicos, tem oferecido oportunidades a esses jovens. São diversas atividades nas quais eles aprendem, para poder, enfim, lidar com as adversidades e possíveis frustrações.
  Dentre os jovens atendidos, está Lucas, de 16 anos, que após ser abandonado pela mãe, aos 11 anos, passou a usar maconha e praticar roubos, sendo preso aos 12 anos.


● É o impulso que leva a pessoa a usar uma droga sempre ou frequentemente para obter prazer ou aliviar tensões, ansiedades, medos e sensações físicas desagradáveis


● As atividades são focadas na prevenção, inserção social e espiritualidade

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