Curitiba - Segundo o nefrologista e presidente do XXIV Congresso Brasileiro de Nefrologia, Miguel Riella, entre 10% e 15% da população brasileira possuem rins que não funcionam como deveriam. Destes quase 12 milhões de adultos, 70% não fazem idéia de que possuem complicações renais. O silêncio com que a doença atinge as pessoas é o foco do congresso.
Riella explica que hipertensos, diabéticos e pessoas com casos na família têm mais chance de desenvolver problemas renais. Mesmo assim, grande parte da população só descobre isso quando o rim já perdeu cerca de 70 a 80% de sua função. ''Aí, não há mais volta'', diz o nefrologista. Nestes casos, a solução é a diálise ou o transplante do órgão.
Como é difícil detectar o problema, os nefrologistas receitam a mesma coisa: prevenção. Dois exames simples, cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), podem acusar insuficiência renal. O exame de sangue deve ser realizado para detectar a presença de creatinina no organismo. Se o sangue tiver a substância, provavelmente o rim não funciona como deveria. O mesmo acontece se o exame de urina detectar a presença de vitaminas. Isso não deve ocorrer.
Entre os sintomas, Riella diz que os mais comuns são a anemia, o inchaço no corpo e uma fraqueza constante. ''Mas quando chega nesse estágio, a pessoa percebe que o problema é irreversível'', alerta. O nefrologista Roberto Pecoits-Filho concorda: ''a prevenção ainda é a melhor saída''. (T.A.)

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