Se Nishimomiya já resolveu quase todos os problemas que ainda afetam o dia a dia dos municípios brasileiros, a cidade convive com um risco permanente, que só conhecemos pela televisão: os terremotos. Abalada em 1995 pelo terremoto de Hanshin-Awaji, também conhecido como terremoto de Kobe, a cidade se prepara, assim como todo o resto do país, para um abalo sísmico de grandes proporções previsto para acontecer nos próximos 30 anos.
Há 16 anos, a cidade registrou 1.146 mortes, 6.386 feridos e a destruição de 61 mil moradias em decorrência do desastre. O terremoto que atingiu o Japão no dia 11 de março não afetou a região de Nishinomiya.
As lições de 1995 ainda estão presentes na mente de todos e os sistemas de gerenciamento de desastres se tornaram uma prioridade na região. Um exemplo é o sistema de abastecimento de água.
''Em 1995, muita gente morreu por falta de água nas semanas seguintes ao terremoto. Por isso, planejamos um sistema preventivo para evitar a falta de água em ocasiões semelhantes'', explica o diretor do Departamento de Tratamento de Água, Makoto Matsushita.
A reconstrução da tubulação prevê reforço nas estruturas e um sistema de abastecimento de emergência nas escolas e espaços públicos. ''Poderá até faltar água nas casas, mas todos estão sendo treinados sobre os locais de abastecimento em caso de novo desastre.''
Além do terremoto, Nishinomiya convive com constantes riscos de enchentes. Cortada pelos rios que nascem nas montanhas, e com escassez de parques e áreas verdes, a cidade tem diversos pontos de alagamento nos períodos de chuva. Mesmo sem registro de mortes, a situação é considerada preocupante.
A solução é semelhante à adotada por São Paulo: a construção de piscinões. Eles estão sendo instalados embaixo das escolas, praças e outros prédios públicos. Porém, ao contrário das cidades brasileiras em geral, Nishinomiya já conta com 100% de coleta e tratamento de esgoto. (F.C.)

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