''Presto atenção quando vou entrar em casa''
Os moradores que recorrem aos motoqueiros não contam com tantas vantagens quanto os que dispõem de um sistema de alarme monitorado ou dos serviços de uma grande empresa de segurança. ''O vigilante passa pela minha rua em intervalos de 45 minutos a uma hora'', calcula um morador de um bairro na Zona Leste, que preferiu não se identificar.
Ele conta que já viu o vigia em horário de expediente conversando em um bar nas proximidades e já soube de um caso de assalto a uma residência na área de sua cobertura. Mesmo assim, ele diz que a família jamais pensou em deixar de pagar por esse serviço. ''Eu me sinto mais seguro sabendo que há alguém fazendo essa fiscalização. Posso contatá-lo caso encontre alguém suspeito em frente à minha casa. Além disso, ele é alguém que pode ligar para a polícia prontamente'', justifica.
O morador confessa, porém, que jamais usou o serviço de escolta, uma das maiores vantagens proporcionadas por esses profissionais. ''Presto bastante atenção quando vou entrar em casa, páro o carro do outro lado da rua, observo a quadra, vejo se não tem ninguém suspeito. Também aguardo do outro lado da rua enquanto o portão termina de abrir completamente, para entrar de uma vez só, fechando-o logo em seguida.'' Para ele, atitudes como essa são preventivas, mas não suficientes. ''Mesmo assim pode acontecer de entrarem em casa. O vigilante não garante que isso não vá ocorrer, mas é uma segurança a mais'', avalia. (A.I.)





