Prestadores de serviço do IML ameaçam parar
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terça-feira, 01 de junho de 1999
Áureo Nogueira 
Funcionários que fazem a limpeza e o motorista do Instituto Médico-Legal de Londrina (IML) podem entrar em greve depois do meio-dia de hoje. Os quatro funcionários estão sem receber salários há dois meses e deram prazo até ao meio-dia para que a empresa Sisg - Sistema de Serviços gerais Ltda. efetue o pagamento.
Estávamos com três meses de salários atrasados. A empresa pagou apenas um e na próxima semana vence o mês de maio. Já nos sacrificamos mais do que o possível. Ou a empresa paga ou vamos cruzar os braços, disseram Eliane Marques Santana, José Aparecido Gessi e Ides Marques Santana, ontem na Folha. Eles apresentaram cópia do comunicado que fizeram à empresa.
A Sisg é uma empresa prestadora de serviços para o Instituto Médico-Legal em todo o Paraná, exceto as unidades de Curitiba e Guarapuava.
O gerente-proprietário Reinaldo de Almeida Andrade justificou o atraso no pagamento dos salários alegando que o governo do Estado não está fazendo o repasse de recursos como rege o contrato.
O empresário ameaça rescindir o contrato se a Secretaria de Segurança Pública do Estado continuar atrasando o repasse. Desde o primeiro mês, o governo descumpre o que ficou acertado. Deveria efetuar o repasse em 30 dias, mas nunca o fez em menos de 60. Já não tenho mais condições de bancar esta defasagem.
O Instituto Médico-Legal também ameaça rescindir o contrato com a empresa. De acordo com o diretor do IML em Londrina, Antônio Carlos de Queiroz, quem não cumpre o contrato é a Sisg. O contrato determina o repasse dos recursos seja feito somente depois que a empresa apresentar os comprovantes de todas as obrigações trabalhistas, o que não tem ocorrido, esclareceu Queiroz. Estou pedindo à direção do IML/PR uma solução imediata, pois tudo indica que a empresa prestadora de serviço não tem capacidade financeira para cumprir o contrato.


