Prestador de serviço é o que mais lesa consumidor José SuassunaProcon montou barracas em ruas de Curitiba para receber reclamações Maigue Gueths De Curitiba A iniciativa da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PR), que saiu ontem às ruas, com barracas abertas para reclamações da população em sete pontos da cidade, mostrou que os consumidores de Curitiba ainda precisam de muita informação, além de espaços mais acessíveis para poder registrar suas queixas sempre que se sintam lesados. O trabalho nas ruas fez parte das programações do Dia Internacional do Consumidor, comemorado ontem. Além do resgistro de denúncias, o Procon distribuiu o Cadastro de Defesa do Consumidor de 99, lançado também ontem. A expectativa era que entre 8 mil a 10 mil pessoas procurassem as barracas do Procon. Na Praça Rui Barbosa, assim que o trabalho teve início, pessoas começaram a chegar para fazer suas queixas. Munida de documentos, a funcionária pública aposentada Angélica Antonieta Carboni procurava uma resposta para o aumento de 100% em sua mensalidade no Plano de Saúde Unimed depois que completou 55 anos de idade. ‘‘Eu fui lá reclamar mas ninguém soube me explicar porque o reajuste foi tão grande’’, dizia. Já o segurança Silvio Bandeira não aceitou os ‘‘juros abusivos’’ da financeira BVA, que está cobrando as prestações atrasadas de um vídeocassete comprado por sua esposa. Lista negra Também conhecido como ‘‘lista negra’’, o Cadastro de Defesa do Consumidor vem sendo lançado anualmente desde a criação do Procon, em 91. Trata-se de uma lista com o nome de empresas reclamadas pelos consumidores em cada ano. No cadastro 99 constam 2.139 casos. Destes, 2.076 processos foram resolvidos e 63 não. ‘‘Com o cadastro, as pessoas têm onde recorrer para ter informações sobre empresas ou fornecedores que pretendem contratar’’, disse o secretário de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, Sérgio Spada. Segundo o secretário, só no no ano passado cerca de 6 mil pessoas ligaram ao Procon-PR para consulta ao cadastro. ‘‘E este número vem dobrando ano a ano’’, disse Spada, lembrando que o órgão prestou 72.887 atendimentos em 99, principalmente na área de prestação de serviços e assuntos financeiros. Para o presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), Marco Antônio Albuquerque de Araújo Lima, o crescimento na conscientização dos consumidores, resultando em maior número de queixas, provocou uma reação favorável das empresas. O Inmetro, através de seu órgão estadual, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), marcou o Dia do Consumidor com a destruição de 30 mil produtos irregulares ou impróprios para o consumo que foram apreendidos no ano passado.

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