Pressionados, vereadores mantém veto à doação de área para igreja
Pressionados por moradores do Conjunto Habitacional Milton Gavetti (zona norte), que ocuparam boa parte das galerias da Câmara de Londrina, 11 vereadores votaram na sessão de ontem favoravelmente à manutenção do veto do prefeito Antonio Belinati (sem partido), ao projeto de lei do vereador Orlando Bonilha (PDT) que doava um área pública de 977 metros quadrados à Associação Evangélica Nova Vida. Sete vereadores votaram contra o veto do prefeito.
O terreno, que pertence ao município, está destinada a ser praça pública. Os moradores do conjunto habitacional que foram à sessão da Câmara reivindicam, agora, a construção de uma escola naquela área. Segundo o vereador Sidney de Souza (PST), que defendeu em plenário a manutenção do veto, o prefeito Belinati teria assumido o compromisso de buscar recursos junto ao governo do Estado para a construção da unidade escolar.
Na sessão de ontem, os vereadores aprovaram por unanimidade, em primeira votação, o projeto de lei do Executivo que trata do Orçamento da Prefeitura e administração indireta para 1999. Agora, a proposta - cujo orçamento geral está fixado em R$ 549 milhões - será encaminhada à Comissão de Finanças, onde fica à disposição dos vereadores para apresentação de emendas durante dez dias.
Até ontem, cerca de 250 emendas já haviam sido elaboradas por vereadores para apresentação. Depois deste prazo, as comissões de Justiça e Finanças terão cinco dias para analisar as propostas em pareceres conjuntos. Só então, o projeto orçamentário voltará ao plenário para debate e segunda votação. Também ontem, os vereadores aprovaram em última votação, por unanimidade, o projeto de lei do Executivo doando áreas municipais - num total de 2.047,00 metros quadrados - para a ampliação da indústria de móveis Martiplás J.C. Martinez e Cia. Ltda. Os terrenos ficam na Gleba Jacutinga (zona norte).Paulo WolfgangMoradores do Conjunto Milton Gavetti ocuparam galerais durante votação do veto do prefeitoOsmani Costa





