Pressão pelo consumo de leite artificial
Além das mães convictas dos benefícios da amamentação, profissionais de saúde também sentem a pressão da indústria de alimentos infantis pela introdução precoce de leite artificial na alimentação de bebês.
De acordo com a enfermeira Lílian Poli de Castro, coordenadora do Comitê de Aleitamento Materno (Calma) da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, no município do Rio de Janeiro há relatos de que determinadas marcas de leite vendem o produto de porta em porta em comunidades carentes, em quantidades fracionadas e com possibilidade de pagamento parcelado pelo alimento, que não custaria nada se fosse produzido pela mãe. ''É uma forma de burlar a legislação que regulamenta a venda de leite'', opina a enfermeira, lembrando que um dos riscos da introdução precoce do leite artificial é o desenvolvimento de alergias e intolerância à lactose.
Segundo Lílian, outro fator que desestimula o aleitamento materno é a pressão familiar, principalmente em grupos que reproduzem antigas crenças e hábitos. ''Algumas pessoas ainda acham que o leite materno não é o mais adequado para o bebê. Outra dificuldade é a introdução precoce de chás e água'', comenta.
O Comitê de Aleitamento criado em Londrina tem o objetivo de apoiar e integrar as ações das instituições de assistência, ensino e pesquisa na promoção, proteção e manejo do aleitamento materno. O município é pioneiro nas ações da Rede Amamenta Brasil, uma linha de ação do Ministério da Saúde, da Área da Criança e Aleitamento Materno.(C.A.)





