Médico plantonista do Pronto Socorro do Hospital Evangélico, Guilherme Fasolo disse ser comum atender pessoas que se acidentaram e não buscaram ajuda imediatamente. ''Os mais comuns são traumatismos cranianos em idosos, causados por quedas ou acidentes de carro e também casos de fissuras em ossos, que não se quebram totalmente, mas com o tempo e a falta de cuidados, podem se quebrar e causar até uma lesão grave, como uma costela acabar perfurando o pulmão'', explica.
Segundo Fasolo, os pacientes admitem que se machucaram há alguns dias e que deixaram de buscar cuidados. As justificativas mais comuns são pressa em resolver a situação do acidente, falta de paciência para aguardar atendimento no PS e desconhecimento do risco. ''Quanto mais se demora para buscar socorro, pior pode ficar o problema e maior o tempo para ser curado'', pontua. ''Pelo menos com as crianças, em geral os adultos são mais precavidos. É difícil atendermos alguém com esse tipo de problema entre os pequenos, porque os pais correm para o pronto socorro.''
O médico alerta que as equipes de socorristas do Siate e Samu são extremamente preparadas para atendimento e por isso suas orientações devem ser acatadas. ''Não se deve negar ir ao hospital quando eles acharem que é necessário'', recomenda. (E.G.)

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