Presos usam teresa para fugir da cadeia de C. Mourão
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quinta-feira, 05 de junho de 1997
Sid Sauer Campo Mourão 
Dois presos da cadeia de Campo Mourão fugiram anteontem à noite. A fuga aconteceu entre 21 e 22 horas, mas só foi percebida ontem de manhã, quando uma teresa - corda feita de lençóis amarrados - foi encontrada no solar. Os fugitivos são Osvaldo de Oliveira Claro, 35, preso por assalto, e Claudinei de Assis Pinheiro, 27, condenado a cinco anos de prisão por furto. Os dois têm várias passagens pela polícia, mas não são considerados de alta periculosidade.
Para fugir, os dois usaram uma serra e uma chave de boca. Primeiramente, foram serradas duas grades - uma permitiu que eles saíssem do cubículo em que estavam e outra da galeria. Para chegar ao solar, local onde os presos tomam sol, eles ainda tiveram que usar uma chave para retirar alguns parafusos de um grade. Depois, usaram os lençóis para escalar o muro, com cerca de cinco metros de altura. Feito isso, já estavam na rua, na área central da cidade.
A polícia também não sabe como que a serra e a chave chegaram até aos prisioneiros. Um inquérito policial militar (IPM) vai apurar porque os PMs que faziam a vigia num guarita existente bem perto do local da fuga não perceberam a ação dos presos. A saída pelo solar é uma das poucas opções dos fugitivos. Antes, eles preferiam escavar túneis, mais uma reforma substituiu a terra do pátio por camadas de concreto. Atualmente a cadeia de Campo Mourão tem 39 presos e uma capacidade para pelo menos 45.


