Presos transferidos após rebelião
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os 75 presos que teriam articulado a rebelião na cadeia da delegacia de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), ocorrida na quarta-feira, foram transferidos ontem para diminuir o problema temporariamente. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), a Divisão de Policia Metropolitana da Polícia Civil, 23 detentos foram levados para o Centro de Triagem 2, em Piraquara, e os outros foram distribuídos pelas delegacias da região.
Mas o problema não foi resolvido completamente. Os presos levados para as delegacias devem retornar para a unidade de Campo Largo, após uma reforma. Partes elétrica, hidráulica e celas foram completamente destruídas pelos presos durante a rebelião.
A Polícia Civil esteve ontem pela manhã avaliando os danos causados pelos detentos. As reconstruções devem começar em breve para ficar pronta e receber os presos novamente. O motivo do tumulto teria sido uma desavença entre os próprios presos, conforme nota divulgada pela Sesp no dia da rebelião. Entretanto, familiares de presos apontaram a superlotação carcerária como principal justificativa pela revolta. Haviam 131 presos no local, antes da transferência, divididos em oito celas.
A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), seção Paraná, informou que já visitou a delegacia de Campo Largo em maio do ano passado e que, naquela época, a superlotação já havia sido caracterizada. Havia, naquele mês, 117 presos, onde cabem 28.
Hoje, às 14 horas, a OAB retorna para nova vistoria no local.


