Presos traficantes que agiam em escolas
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segunda-feira, 08 de junho de 1998
Lúcio Horta 
A Polícia Federal (PF) de Londrina prendeu, na última sexta-feira, quatro traficantes que vendiam drogas na porta de escolas do centro da Cidade. Junto com os traficantes, foram apreendidos aproximadamente meio quilo de maconha, um pouco de cocaína, R$ 554,00 em dinheiro e um aparelho de telefone celular. Os acusados são Willyan Robson Rodrigues, 26 anos; Nelson Eduardo Pereira, 26; Wilson Reggiolli Cremonez, 32, vulgo Bilão; e Luiz de Souza Ribeiro, 38, conhecido como Luiz do Bugre.
O delegado José Alberto Iegas, da PF, conta que ainda na sexta-feira recebeu denúncia anônima dizendo que Bilão venderia drogas no centro da Cidade. No mesmo dia, ainda de manhã, agentes da Polícia Federal montaram uma campana na chácara onde ele mora, na zona leste, perto da rodovia Celso Garcia Cid. Por volta das 15 horas, o traficante saiu da chácara e foi até a casa de Nelson Pereira, na rua Humaitá (centro).
Os agentes da PF seguiram Bilão e viram quando ele desceu do carro com um pacote na mão e entrou no imóvel. Em seguida, Nelson Pereira saiu da casa e foi até a esquina da Humaitá com a Monte Castelo, onde encontrou duas pessoas. Minutos depois, voltou para casa, pegou o pacote que estava com Bilão e se encontrou novamente com uma das duas pessoas na esquina da Monte Castelo. A polícia abordou os dois e prendeu, além de Pereira e de parte da droga, Willyan Rodrigues, que iria intermediar a venda da droga.
Algum tempo depois, Bilão saiu da casa e também foi até a esquina da Monte Castelo para saber o que estava acontecendo, onde acabou preso. O delegado Iegas conta que em seguida a PF seguiu para a casa de Willyan, na rua Gurarapes, e descobriu que era nos fundos da residência de Luiz do Bugre, também alvo de denúncias anônimas por tráfico. Bateu a informação que nós tínhamos sobre o Luiz. Na casa dele e também no carro de Bilão encontramos mais drogas.
O delegado afirma que, segundo as denúncias, os quatro traficantes presos sexta-feira agiam sobretudo na porta dos colégios Canadá e Vicente Rijo. Nós tínhamos até carta anônima relatando com detalhes a ação desses traficantes, diz. Iegas explica ainda que, há dois meses, o número de denúncias anôminas sobre tráfico de drogas na Cidade chegava a 20 por dia. Hoje, segundo ele, com a ação mais efetiva não só da PF como também da Polícia Militar e Polícia Civil, esse número caiu bastante. Mas ainda tem denúncia e estamos investigando.


