Policiais da 2ª Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba desvenderam ontem pela manhã o assassinato da funcionária pública aposentada Marília Cordeiro Siqueira, 53 anos. Os estudantes de classe média, H.A.C, 15 anos, que teria matado Marília com um tiro de revólver calibre 38, e o sobrinho dela, A.B.F., 15 anos, foram apontados como os responsáveis pela morte que ocorreu no apartamento de Marília na noite de quarta-feira, na Rua Visconde de Nácar, no centro.
Os menores teriam ido até o apartamento de Marília para pegar o seu automóvel, o Vectra ANB-7015. De acordo com o delegado Jairo Amódio Estorilio, os acusados alegaram que a morte da mulher ocorreu num momento de ‘‘extremo nervosismo’’. Os dois garotos chegaram ao apartamento de Marília por volta das 21 horas de quarta-feira para ‘‘conversar’’. Após alguns minutos, quando Marília se levantou para ir ao quarto, H.A.C. foi atrás dela, sacou seu revólver e disparou a uma distância de dois metros. O tiro atingiu a boca de Marília.
Com o Vectra, os rapazes encontraram outros dois amigos e se dirigiram para a casa da ex-namorada de H.A.C., no bairro Barreirinha. Em frente à casa da garota, H. disparou tiros de 38 para o alto com a intenção de ‘‘pregar um susto’’ na menina. A polícia começou a desvendar o caso a partir do momento em que o Vectra foi abandonado no Capão da Imbuia.
De forma displicente, o sobrinho de Marília, A.B.F., deixou o carro na manhã de quinta-feira numa área residencial. Moradores identificaram o garoto e o viram retirando as digitais da porta, do volante e do câmbio. A.B.F. foi intimado a prestar depoimento e teria revelado os detalhes do assassinato da tia.

mockup