Curitiba A Delegacia de Homicídios de Curitiba prendeu ontem cinco suspeitos de integrar gangues que comandariam o tráfico de drogas nos bairros Cajuru e Uberaba, e que seriam os grandes responsáveis pelos diversos homicídios ocorridos nas regiões. Edemilson Xavier de Mello, 31 anos, Marcos Aparecido de Oliveira, 28 anos, e José Xavier de Mello, pai de Edemilson, são apontados pela polícia como remanescentes da quadrilha de ''Passarinho'', preso recentemente, e que comandariam o tráfico no bairro Uberaba. Fernando Silva Santos, 21 anos, conhecido por ''Binando'', e Luiz Sidneys de Souza, 40 anos, conhecido por ''Ceará'', seriam os responsáveis, segundo a polícia, pelo tráfico de drogas na região do Cajuru.
Edemilson e Marcos negaram o envolvimento com a quadrilha de Passarinho e com os homicídios que ocorreram ultimamente no Uberaba e no Cajuru. Marcos reconheceu apenas conhecer Passarinho. Os dois foram acusados por dupla tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Os outros dois acusados de serem os responsáveis pelo tráfico no Bairro Cajuru não foram apresentados à imprensa pois seus advogados entraram com um pedido de preservação de imagem. Os acusados serão encaminhados à Casa de Custódia.
Segundo o delegado Stélio Machado, titular da Homicídioa, o tráfico de drogas é responsável por 75% dos homicídios ocorridos na Capital desde o início deste ano, que já totalizam 308 casos. Das vítimas, 282 são homens e 25 mulheres. Os bairros mais críticos são a Cidade Industrial, com 49 casos; o Cajuru e sub-bairros, com 33 homicídios; e o Uberaba, com 28 homicídios. ''O tráfico de drogas está comandando a população que vive naquela região. Os moradores são dependentes das quadrilhas'', disse Machado.
A delegacia também já requereu a prisão preventiva de Elizabete Ferreira da Silva, apontada como a atual ''Evinha do Pó'' famosa traficante curitibana. Elizabete, que é conhecida por Bega, é suspeita de liderar o tráfico de drogas no Cajuru.
A delegacia vai agora interrogar os acusados na tentativa de relacionar o caso ao atentado sofrido pelo policial Ademir Pontes, que foi atingido por dois disparos na quarta-feira da semana passada. O policial comandou as investigações que resultaram na prisão de ''Passarinho''. Pontes preferiu não relacionar a tentativa de homicídio que sofreu com os casos que investigava. Segundo ele, o atirador era inexperiente. ''Ele poderia ter atirado nas minhas costas ao invés de atirar pela frente do veículo'', disse.

mockup