Presos suspeitos de sequestros relâmpagos
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quarta-feira, 29 de junho de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As políciais civil e militar prenderam ontem quatro pessoas acusadas de fazer parte de uma quadrilha especializada em assaltos e sequestros relâmpagos em Curitiba. De acordo com o superintendente da Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), Valdir Bicudo, os assaltantes teriam participado no fim de semana do sequestro de um sargento da Polícia Militar (PM) no bairro Bacacheri, em Curitiba. Lucas Tadeu Granja Pinto e Aparecida Guimarães foram presos em flagrante com duas adolescentes. Eles estavam com uma escopeta calibre 12 e um fuzil das Forças Armadas Brasileiras que tem capacidade para até 20 tiros por segundo e precisão para matar com distâncias de até 2 mil metros.
Policiais do serviço reservado do Exército reconheceram ontem o fuzil, que teria sido furtado e remontado. ''Agora temos a certeza que se trata de um produto de furto do crime organizado, que envolve inclusive algum integrante do próprio Exército, que forneceu a arma para os criminosos'', ponderou Bicudo. A quadrilha teria o costume de sequestrar a vítima em Curitiba e levá-la até o bairro Monte Castelo, em Colombo. Além do carro, os assaltantes ficavam com carro, dinheiro, documentos e cheques.
Os presos estão sendo indiciados pelo artigo 14 da Lei Federal 10.826, do porte ilegal de armas. Os policiais chegaram até os quatro presos através da detenção de um outro integrante da quadrilha: João Luís de Oliveira Furtado (de 19 anos) que foi baleado pelo sargento Cláudio Roberto de Freitas, do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que reagiu ao sequestro relâmpago no último sábado. O sargento também baleou Giovani Gertrudes (20 anos) que morreu com um tiro na cabela no Hospital Cajuru.
O sargento e a namorada estavam numa festa junina no Cindacta, no Bacacheri, quando foram abordados pelos dois assaltantes. Eles estavam armados e exigiram que o casal passasse para o banco traseiro do veículo. Giovani teria percebido pelos documentos que se tratava de um policial militar (que estava com um veículo BMW) e planejava matá-lo. O sargento teria sacado a arma que estava no tornozeto e disparado contra a cabeça de Giovani. João Luís teria ficada apavorado, batendo o carro contra um poste, no bairro Santa Cândida (divisa de Curitiba e Colombo). O PM então teria acertado João Luís, que mesmo assim teria conseguido fugir e foi preso horas mais tarde.


