Presos suspeitos de roubar cigarros
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um esquema envolvendo motoristas de uma empresa terceirizada pode ter causado um prejuízo de R$ 1,7 milhão de uma fábrica de cigarros. Na manhã de ontem, 13 pessoas foram presas suspeitas de formar uma quadrilha para desviar carregamentos de cigarros da empresa, que tem sede na Capital, em Araucária e em Pinhais, na Região Metropolita de Curitiba (RMC). Entre os detidos, estão quatro motoristas da terceirizada, dois ex-motoristas, três proprietários de bares da Região Central de Curitiba, dois intermediadores, entre eles um ex-funcionário da terceirizada, e um casal, apontado como líder do esquema.
De acordo com o titular da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, Marcus Vinicius Michelotto, os motoristas da distribuidora contratada, localizada em Pinhais, forjavam roubos contra eles mesmos e levavam os carregamentos de cigarros para duas pessoas, que seriam os contatos com os receptadores.
Os motoristas iam até a delegacia para registrar boletins de ocorrência. ''A equipe da delegacia começou a verificar muitos boletins sobre roubos da mesma empresa e muita histórias mal contadas pelos motoristas'', explicou Michelotto, sobre como as investigações iniciaram há seis meses. A polícia acredita que a quadrilha comete o crime há mais de um ano. Os motoristas e ex-funcionários seriam peças fundamentais no esquema por conhecerem o processo de distribuição.
Segundo o delegado, a equipe de plantão contabilizava até ontem 60 boletins de ocorrências de roubos em que os motoristas seriam vítimas. ''Os motoristas chegavam a reconhecer outros bandidos que já tinham passagem por esta unidade'', afirmou.
Com os cigarros desviados, os intermediadores, segundo a polícia, vendiam os produtos para bares e outros estabelecimentos de Curitiba e até em Santa Catarina. Os motoristas, ex-funcionários, intermediadores e o casal serão autuados por apropriação indébita. Os donos de bares serão responsabilizados pelo crime de receptação. Todos responderão por formação de quadrilha. Durante a ação foram apreendidos pacotes de cigarros, R$ 13.359 em espécie, cheques, televisores, notebooks e CPUs.
A reportagem ligou para empresa terceirizada, onde os motoristas trabalham, mas ninguém atendeu as ligações.


