Presos suspeitos de participar de chacina
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Dois suspeitos de envolvimento na chacina ocorrida no dia 7 de abril, no bairro Xaxim, em Curitiba, foram presos, na noite de segunda-feira. Seis pessoas foram executadas naquele dia com tiros na cabeça, em uma casa, supostamente usada para consumo de droga. De acordo com a polícia, uma das vítimas devia dinheiro da negociação de dez gramas de crack. Quatro suspeitos ainda estão foragidos, sendo que todos eles já teriam sido identificados.
''Mais do que cobrar a dívida, eles queriam impor disciplina no local'', afirmou o delegado-chefe da Homicídios, Hamilton da Paz. Segundo informações da polícia, um dos seis envolvidos no crime, é um rapaz de 22 anos, B.J.S., apontado como líder de uma suposta facção batizada de Comando Jardim Esmeralda.
Os dois detidos, J.P., 21, e R.O., 19, teriam relatado à polícia que apenas ajudaram os demais a fugir. Ambos contaram em detalhes como o crime ocorreu e admitiram participação, inclusive, durante entrevista, na tarde de ontem. Ainda de acordo com os rapazes, B.J.S. teria prometido R$ 1,5 mil para cada um que o ajudasse na execução. No entanto, o valor devido por uma das vítimas não seria suficiente para pagar nem um dos envolvidos.
De acordo com a polícia, um dos suspeitos ainda foragido teria passado perto da casa onde as vítimas estavam, por volta das 18 horas, para monitorar o local. No final da noite, os seis já teriam se reunido na Vila São Pedro, no Xaxim, para invadir a casa, portando uma pistola 9 milímetros, uma 380 e um revólver 38.
Os cinco, sob a liderança de B.J.S., teriam combinado a morte de Valdir Fagundes Pereira, uma das vítimas da chacina e dono da casa. As outras pessoas foram mortas para não testemunharem contra o grupo.
Pereira teria comprado o crack de B.J.S. há dois meses e ainda não teria pago. ''Eles queriam matar, principalmente, o Valdir, de forma exemplar. O B.J.S. queria dominar o tráfico da região. Há cerca de um mês, ele matou o próprio primo, no Xaxim'', explicou o delegado.
O objetivo de B.J.S., segundo Paz, era atuar de forma firme para confirmar sua presença na venda de droga no bairro. A polícia apreendeu até uma faixa em que o grupo propagava sua identidade: ''Comando Jadim Esmeralda. X.M.''. ''Para eles, X.M. é a abreviatura de Xaxim'', contou o policial.


