Quatro garçons foram presos no início da manhã de ontem, na Zona Oeste de Londrina, suspeitos de serem envolvimento no assassinato do pastor Douglas Gonçalves Valle, 43 anos, crime praticado no último final de semana. A Polícia Civil revelou que na casa deles foram encontrados pertences da vítima e outros indícios de autoria. A suspeita é de que o pastor tenha sido morto após ter reconhecido pelo menos um dos envolvidos. As investigações prosseguem para esclarecer a participação de cada um deles no latrocínio (roubo seguido de morte).
Os mandados de prisão por 30 dias contra Éder Sudatti, 26, Vanderlei Stockmann, 25, Fabiano Zanatta Kraiz, 20 e Genésio Vaiz, 28, foram expedidos pela 3 Vara Criminal. Todos os presos vieram de Santa Catarina.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, disse que as investigações começaram por volta das 22 horas do dia 10, quando foi registrado o desaparecimento do pastor, que havia saído de casa por volta das 17 horas. À 0h04 de 11 de abril, o carro do pastor - um Toyota Corolla - foi fotografado num posto de fiscalização em Santa Terezinha do Itaipu, a 15 km da fronteira com o Paraguai. Segundo a Polícia, o veículo era ocupado por Sudatti e Kraiz, que na manhã do mesmo dia teriam feito compras no Paraguai com o cartão de crédito da vítima e, em seguida, retornado de ônibus para Londrina. Os bilhetes foram apreendidos.
A família recebeu um telefonema exigindo R$ 15 mil de resgate mas a Polícia ainda investiga essa ligação. Na tarde de segunda, o corpo do pastor foi encontrado em um ribeirão próximo a Tamarana, com as mãos e pés amarrados e ferimentos na cabeça, mas a causa da morte foi afogamento. O pastor foi assassinado porque teria reconhecido um dos suspeitos que trabalhava numa churrascaria frequentada pela família.
Barroso revelou que o pastor deve ter sido agredido na casa localizada no Jardim Bandeirantes, mas a data da morte ainda não apurada. No imóvel, que era periciado até a tarde de ontem, foram apreendidos os dois celulares do pastor, um cadarço semelhante ao usado para amarrá-lo e um canivete sujo de sangue que pode ter sido a arma do crime. Barroso comentou ainda que o crime pode ter sido planejado, uma vez que o pastor morava próximo da casa dos suspeitos e conhecia pelo menos um deles.
Os quatro presos foram interrogados ontem e em seguida levados para o Centro de Detenção e Ressocialização (CDR). Conforme a Polícia, Vaiz já tem antecedentes por furto qualificado, Sudatti tem passagem por lesão corporal e nada consta contra os demais.
Três homens foram baleados na noite de sexta-feira, em um bar do bairro Santa Terezinha, em Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba. Flávio Carrão, 30, morreu no local. Moacir Padilha, 18, e Alexandre Martins, 20, foram encaminhados em estado grave para os hospitais Evangélico e do Trabalhador, na Capital.

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