Curitiba - A Polícia Civil apresentou ontem à tarde, dois dos principais suspeitos por crimes envolvendo crianças na Região Metropolitana de Curitiba, no último mês. Júlio César Honaisser 19 anos, acusado de matar a menina Olinda de Fátima Faria de Paula, de 7 anos, em Tunas do Paraná; e David de Oliveira Pompeo, suspeito de ter disparado o tiro que acertou a cabeça da menina Daniele Rabello Campos, de 4 anos, na semana passada, na Vila Centenário, estão presos na Delegacia de Homicídios de Curitiba.
Honaisser foi preso na manhã de ontem, no município de Campina Grande do Sul, onde estava escondido há cinco dias na casa de Josias Santos. Honaisser disse que é inocente da acusação de assassinato da menina. Segundo ele, a polícia estaria acusando-o porque sabia que ele tinha fugido da Penitenciária de Piraquara, no ano passado, onde cumpria pena por roubo e estupro. Ele afirmou que vai tentar suicídio caso não consiga provar a sua inocência. ''Eu não aguento mais. É muita injustiça'', disse, afirmando que não tem condições de contratar um advogado para se defender.
Honaisser fugiu da residência onde estava morando, em Tunas do Paraná, três dias depois do desaparecimento da menina Olinda, cujo corpo foi encontrado enterrado embaixo da casa onde ele morava. A polícia só descobriu o corpo porque um novo inquilino sentiu o cheiro forte e acionou a delegacia, que encontrou a menina através de um buraco no porão da casa. Honaisser se defendeu dizendo que, até deixar o local, ele havia ajudado os familiares da menina a procurá-la, e que os pais de Olinda viram que não havia nenhum buraco na casa onde ele morava. ''Quem a matou, colocou o corpo propositalmente no porão da casa. E eu fugi porque era fugitivo, não porque havia matado a menina'', afirmou.
Josias Santos disse que recebeu o amigo mas que havia estipulado um prazo de dois dias para que ele encontrasse outro lugar. Ele alegou não ter conhecimento sobre o assassinato da menina, mas sabia que Honaisser era fugitivo.
Pompeo, por sua vez, se apresentou na manhã de ontem à Delegacia de Homicídios e também disse que não é o responsável pela morte de Daniele. Segundo ele, que também é fugitivo do 11º Distrito Policial, o disparo que acertou a cabeça da garota teria saído da arma de um outro rapaz, identificado por ele como Luiz Fernando, com quem trocou tiros. Segundo ele, só se entregou porque era fugitivo, mas que queria provar sua inocência neste caso. ''Foi feito exame de balística na minha arma e não havia nada. O Luiz Fernando tentou atirar em mim e acabou acertando a menina. O tiro que eu dei atingiu o vidro do carro onde ele estava'', garantiu. Essa versão, no entanto, foi negada pelo delegado titular da Delegacia de Homicídios, Stélio Machado. ''Não foi feito exame nenhum na arma, e as testemunhas confirmaram que foi Pompeo o autor do disparo que matou Daniele'', afirmou.

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