Presos suspeitos de matar dono de Gelobel
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sexta-feira, 14 de novembro de 2003
Camilla Rigie Fábio Galão<br> Reportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina prendeu, na manhã de ontem, o mototaxista Paulo Rogério de Assis, de 24 anos. Ele é suspeito de estar envolvido na morte do proprietário do Bar Gelobel Dom Pablo, Alaerte Francisco Zanoni, de 56 anos, na madrugada da última sexta-feira. Zanoni foi morto com um tiro no peito quando chegava em casa, na Zona Sul, em sua caminhonete. A esposa, Maria Cristina Ferreira Zanoni, estava com ele. Segundo informações da polícia, Assis teria conduzido a moto que levou um adolescente até o local do crime.
De acordo com o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Márcio Vinícius Amaro, o menor que efetuou o disparo já está recolhido no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) desde terça-feira, quando foi apreendido juntamente com outro adolescente portando 69 trouxas de maconha e 10 de pasta base de cocaína.
Em depoimento na Delegacia do Adolescente, os dois garotos teriam confessado a participação no homicídio do empresário. Segundo Amaro, um dos adolescentes F.H.A.P., de 16 anos seria vizinho de Zanoni e teria passado as informações para D.A.S, de 16 anos, fazer o assalto. ''F. relatou que Zanoni chegava em casa de madrugada todos os dias com o dinheiro do bar. Também afirmou que já jogou bola na chácara da família da vítima e que chegou a ir ao velório'', comentou Amaro.
D.A.S. alegou, em seu depoimento, que não tinha intenção de matar, mas que na hora ficou nervoso. Segundo seu depoimento, acidentalmente teria acertado um tiro nas nádegas do condutor da moto e deflagrado outro contra a caminhonete. Segundo o delegado Sérgio Barroso, o ferimento de bala ajudou a confirmar a participação do mototaxista. ''Foi um tiro de raspão e havia realmente a marca. Ele não procurou nenhum hospital para tratar a lesão'', disse o delegado.
O mototaxista afirmou à polícia que desconhecia a intenção do adolescente e que só estaria fazendo uma corrida. Após os disparos, Assis teria deixado o adolescente em sua casa, no Jardim Morar Melhor (Zona Leste), e disse que não procurou a polícia pois ficou com medo. O mototaxista informou que em nenhum momento o jovem pediu que ele parasse ou seguisse a caminhonete. ''A hora que ouvi os disparos eu acelerei'', contou.
A polícia ainda não encontrou a arma do crime, mas deve continuar as investigações até que fique comprovado quem foi o autor dos disparos. ''D. afirmou que a arma utilizada foi um revólver 38, que foi jogoda num rio após o crime. Essa versão não nos conveceu'', disse Amaro.
Ainda segundo Márcio Amaro, D. tem várias passagens pela polícia. Ele foi apreendido em agosto, quando disparou vários tiros numa tentativa de assalto a uma casa de câmbio na Rua Pio XII (centro) e é suspeito de dois homicídios nos Cinco Conjuntos (zona norte).


