Presos suspeitos de ligação com cartel colombiano
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de fevereiro de 2009
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã de ontem, em Curitiba, três homens supostamente ligados ao cartel do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia. Dois dos presos, também colombianos, estavam em um hotel no Batel, bairro nobre da Capital, e o terceiro, que seria piloto de aeronaves, foi detido em sua residência.
Os três são suspeitos de tráfico internacional de entorpecentes, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Uma quarta pessoa suspeita de envolvimento foi presa em Maringá.
A operação, denominada Aquário, foi comandada pela Superintendência da PF de São Paulo e realizada, simultaneamente, nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Roraima. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. No pátio do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana, a PF apreendeu um jato Gulfstream, avaliado em US$ 5 milhões, que pertenceria ao grupo. A sofisticada aeronave teria sido adquirida há cerca de um ano.
Segundo informações da PF de São Paulo, a quadrilha estaria se estabelecendo no País para lavar o dinheiro do narcotráfico por meio da compra de bens, como veículos, e montando empresas de 'fachada'. O grupo também adquiria aeronaves para o transporte de drogas e dinheiro entre países da América do Sul e da África, Europa, América Central, México e Estados Unidos.
O principal investigado pela polícia brasileira, Jorge Rincon-Ordonez, é alvo de investigações, também, nos Estados Unidos, onde tem mandado de prisão em aberto por vários crimes, entre eles, tráfico de cocaína e de substância controlada, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A polícia norte-americana teria acordo com o governo colombiano para extradição do suspeito.
Ainda de acordo com a PF, foram identificadas contas bancárias no exterior, nas quais haveria cerca de US$ 500 milhões depositados, o que leva a indícios, também, de sonegação fiscal e evasão de divisas.


