Curitiba A prisão em flagrante de cinco pessoas suspeitas de falsificar registros em carteiras de trabalho para dar o golpe do seguro-desemprego, no início desta semana, vai permitir que a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) apure o prejuízo real aos cofres públicos com a fraude. O valor estimado pela Polícia Federal, que começou a investigar o caso no final do ano passado, era de R$ 700 mil.
O delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, afirmou ontem que o valor pode ser maior ou menor, já que em alguns dos mais de 200 casos de fraude identificados principalmente em Curitiba, Londrina e municípios da região Sudoeste , o pagamento do seguro foi bloqueado antes do saque. Segundo ele, são as informações da polícia que irão ajudar no levantamento do prejuízo.
A quadrilha foi presa na última terça-feira por investigadores do 8º Distrito Policial. São três homens e duas mulheres. Na casa do suspeito de chefiar o grupo foram apreendidos 127 carteiras de trabalho e oitenta carimbos de empresas constituídas e fictícias. Para realizar o golpe, eles também falsificavam contracheques e rescisões de contrato de trabalho. Das cinco parcelas do benefício, ficavam com as duas primeiras.
Os nomes dos titulares das carteiras, informou Serathiuk, serão encaminhados para o Ministério do Trabalho e Emprego para o levantamento do valor que chegou a ser sacado. ''É importante ficar claro que o trabalhador será inevitavelmente descoberto'', destacou Serathiuk como advertência a quem tentar fraudar o sistema, que é informatizado.
Ainda segundo Serathiuk, esta semana mais cinco ou seis casos suspeitos de fraude, identificados pela DRT em Curitiba, foram encaminhados a Brasília para o bloqueio do benefício.

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