Nova Londrina Uma operação deflagrada ontem por uma equipe do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), órgão vinculado à Promotoria de Investigações Criminais (PIC), prendeu três pessoas acusadas de integrar uma possível quadrilha de matadores de aluguel e assaltantes. O grupo seria ainda fornecedor de armas para o crime organizado na região de Nova Londrina (110 km ao norte de Paranavaí).
De acordo com o promotor Sidney Maynardes Júnior, da PIC, a polícia investiga ainda a participação deles em um esquema de receptação de cargas roubadas. ''Essa é apenas uma suspeita que, por enquanto, não se confirmou. Mas ouvimos boatos na cidade de que existia essa possibilidade e as investigações devem continuar'', analisou o promotor.
Em um sítio em Nova Londrina, os agentes apreenderam duas carabinas (uma com luneta), uma pistola 765 com silenciador, um revólver Magnum 44, uma espingarda calibre 12 e dois revólveres calibre 38, além de farta munição e capuzes. O arsenal estava escondido embaixo da cama no quarto de uma casa.
A PIC investiga ainda a participação de um policial civil no esquema de fornecimento de armas. Os policiais cumpriram mandado de busca de apreensão foram cinco no total na delegacia da cidade, mas não encontraram o acusado.
As três pessoas foram presas e indiciadas por porte ilegal de armas. Mas, de acordo com a PIC, há fortes indícios do envolvimento deles em homicídios cometidos na região. O promotor Sydnei Maynardes afirmou que os pistoleiros seriam contratados de outros estados, como São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, para realizar os serviços em Nova Londrina e cidades vizinhas. A operação teve apoio de promotores da PIC de Curitiba.

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