A Polícia Civil de Laranjeiras do Sul (109 km a oeste de Guarapuava) prendeu anteontem à noite três pessoas suspeitas de envolvimento em uma operação para resgatar o detento Luiz Carlos Bernardi Pires, 32 anos, logo após julgamento, por homicídio, no Fórum do município. Pires foi condenado a 14 anos de prisão por ter matado Vidal Neneve. Ele tem várias passagens pela polícia e é considerado um detento de alta periculosidade. Pires também é acusado de ter matado, em 1991, o policial civil Emerson Tarzan, o ‘‘Índio’’. O policial foi morto com mais de dez tiros dentro da delegacia.
A polícia não quis divulgar o nome das três pessoas que foram detidas - duas mulheres e um homem - mas acredita que elas fazem parte de uma quadrilha. Uma das mulheres é irmã de Pires e a outra é namorada. Elas disseram que não tinham conhecimento da operação.
A polícia descobriu o plano depois de ter seguido as duas mulheres, quando elas deixaram o Fórum. Na casa em que estavam hospedadas, a polícia surpreendeu o terceiro envolvido, que tem passagem pelo presídio de Carandiru. Ele estava armado com três pistolas, duas de 9 milímetros e uma de 0.40 milímetros - duas armas são de uso exclusivo das Forças Armadas - e 225 cartuchos e sete carregadores. Um outro homem que também estaria na casa conseguiu fugir.
Segundo o delegado Pedro Fernandes, as polícias Civil e Militar, o Ministério Público e o Poder Judicário tinham conhecimento da operação planejada para resgatar o detento. ‘‘Por isso as duas moças foram seguidas’’, disse.
Pires será transferido ainda esta semana para a Penitenciária Central do Estado e posteriormente para Minas Gerais, onde tem mandado de prisão por sequestro.
BoatePoliciais Civis de Guarapuava prenderam anteontem à noite a proprietária de boate Geni Alves de Lima, 42 anos. Ela é acusada de tráfico de drogas, corrupção de menores e prostituição. Também foram apreendidos dois menores.

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