São Paulo Dois suspeitos de terem atirado contra os seguranças de Sandro Luiz, 24 anos, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ontem à noite, em Santo André (Grande São Paulo), foram reconhecidos pelo cabo do Exército Nivaldo Ferreira dos Santos, que sobreviveu ao ataque e está internado no Hospital Geral do Exército, em São Paulo. O subtenente Alcir José Tomasi, que foi baleado na cabeça, morreu ontem de manhã no Hospital Municipal de Santo André. O corpo será sepultado hoje, em Santa Maria (RS).
Os acusados foram presos pela Polícia Militar também pela manhã, na favela Heliópolis (zona sul de São Paulo), e levados para reconhecimento no hospital. A polícia aguardava, ontem à tarde, o resultado da comparação entre as impressões digitais dos suspeitos e as colhidas no carro da Presidência, que foi roubado e abandonado posteriormente.
O filho de Lula estava na casa da namorada. Um dos criminosos atirou contra a cabeça do subtenente. O cabo, ao perceber que também seria atingido, segurou na arma do outro assaltante e empurrou-o contra o comparsa. O cabo foi baleado na mão e correu. Novos tiros foram disparados em sua direção. Um deles atingiu as costas do militar e saiu pela barriga. O tiro, no entanto, não atingiu nenhum órgão, apenas tecidos.
Os dois homens roubaram o Vectra, que foi abandonado minutos depois, a cerca de três quilômetros do local do assalto. A dupla roubou outro Astra, de cor prata, que foi abandonado novamente.

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