Presos serão transferidos para a capital
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de setembro de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Pelo menos 62 presos que cumprem pena na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) deverão ser transferidos para Curitiba. Trinta e dois serão levados para a Colônia Penal Agrícola de Piraquara, região metropolitana de Curitiba. A Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina já havia conseguido, ontem, acertar o remanejamento de 12 presos para aquela unidade, que deve ocorrer na próxima semana. O restante ainda depende da autorização da VEP de Curitiba. Outros 30 detentos da PEL deverão ser transferidos para outros presídios na capital.
Com a transferência, a VEP espera amenizar o problema de superlotação no 2º e 4º distritos Policiais locais. Ontem, a situação nessas unidades continuava crítica. No 2º DP, que tem capacidade para 64 presos, havia 123 até o final da tarde. No 4º, cuja capacidade é de 48 presos, a lotação era de 72. No Distrito da Warta havia mais 11 pessoas detidas.
O remanejamento prevê que presos da Casa de Custódia sejam transferidos para a PEL, liberando vagas para os dos distritos.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública informou ontem que o secretário José Tavares contatou a coordenação-geral do Departamento Penitenciário do Estado (Depen) para que fosse buscada uma solução momentânea para diminuir a lotação nos DPs.
Segundo a assessoria, uma das saídas será a abertura de vagas para presos de Londrina em outras unidades prisionais do Estado, além das prisões da capital.
O juiz da VEP, Roberto do Valle, comentou que aceita a transferência, embora não concorde com a solução. Segundo ele, os presos acabam voltando à Londrina por causa dos vínculos familiares.
Valle voltou a descartar qualquer possibilidade de aumentar a ocupação na Casa de Custódia de Londrina (CCL), que já trabalha com a capacidade máxima estipulada no contrato de terceirização: 320 presos provisórios.
Ele também não concorda em aumentar o número de detentos na PEL, porque se trata de uma unidade para ser ocupada por presos sentenciados e não provisórios. ''A única solução é construir mais prisões'', apontou o juiz.
Ontem, segundo o Depen, havia 940 presos na Colônia Penal de Piraquara, que tem capacidade para abrigar 820.


