Curitiba - O assassinato de dois jovens na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no último dia 21, estaria ligado ao movimento neonazista no Brasil. Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) prenderam, nesta semana, seis pessoas em Curitiba, São Paulo e no Rio Grande do Sul, onde foi localizada uma das armas do crime.
O casal Renata Waeschter Ferreira, 21 anos, e Bernardo Dayrell Pedroso, 24, foi assassinado em Quatro Barras, ao saírem de uma festa em comemoração ao aniversário de Adolf Hitler. O crime teria sido premeditado por um homem de 34 anos, apontado pela polícia como líder do movimento neonazista nacional.
De acordo com a polícia, o motivo seria uma disputa pela liderança do movimento. Pedroso comandava o grupo no Paraná, mas o líder nacional discordava de suas ideias. No dia da crime, segundo a polícia, os suspeitos atraíram as vítimas para fora da chácara onde era realizada a festa. O casal foi então abordado por três rapazes encapuzados, que atiraram.
Os outros presos têm entre 18 e 22 anos. Um deles é militar e foi preso no quartel do Exército do Tarumã. Segundo o delegado do Cope, Miguel Stadler, com exceção do mandante, os demais confessaram o envolvimento. ''O que impressiona também é que, entre os envolvidos, alguns eram amigos do casal, mas nunca questionaram a ordem que receberam'', comentou. Todos responderão por homicídio qualificado e formação de quadrilha.
Também foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Curitiba, Ponta Grossa, Mandirituba (RMC), Laguna e Joinville (SC). Foram apreendidos objetos de apologia ao neonazismo como livros, roupas e fotos.

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