Presos são soltos em Londrina para não passar por "constrangimento"
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Douglas Lopes/ Redação FolhaWeb 
Vinte e oito detentos de Londrina receberam o benefício de prisão albergue domiciliar por falta de vagas nos centros de detenção da cidade. A determinação veio da Vara de Execuções Penais de Londrina. O regime é semelhante ao de liberdade condicional e ficará em vigor até que surjam vagas em unidades que tenham o regime semiaberto.
Londrina tem 1.684 vagas e uma população carcerária de 1.878 presos. De acordo com dados da Secretaria Estadual da Justiça, para o benefício foram selecionados detentos que apresentam baixa periculosidade.
Para o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Amaro, a juíza Márcia Guimarães, da Vara de Execuções Penais de Londrina, tomou a decisão baseada no que acha correto diante da população carcerária no Estado, embora ele ache a medida polêmica.
O diretor da Penitenciária Estadual de Londrina II (PEL II), Elcio Martins Basdão, acredita que a medida, apesar de não solucionar o problema da superlotação, vai aliviar o sistema penitenciário. "O preso precisa ser solto (em caso de superlotação) porque ele está sob pena de constrangimento legal por ter que aguardar a transferência para uma penitenciária de regime semiaberto dentro de uma penitenciária de regime fechado", argumentou.
(Com informações do repórter Vítor Ogawa)


