Presos são resgatados em Pinhais
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segunda-feira, 23 de julho de 2001
Luciana Pombo De Curitiba 
Entre cinco e oito homens fortemente armados com pistolas invadiram na noite de domingo a Delegacia de Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) e libertaram 16 dos 52 presos que estavam no local. Eles renderam os dois plantonistas e anunciaram que integravam o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa nascida em São Paulo e que no mês passado comandou uma rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara. Os bandidos estariam atrás do preso Edson Luiz Gonçalves, autuado na semana passada por roubo de veículos. Gonçalves conseguiu fugir.
Na fuga os presos acabaram espancando o policial Adenir Luiz Moreira, que teve ferimentos por todo o corpo e foi encaminhado para o pronto-socorro do Hospital Universitário Evangélico. Moreira foi liberado e passa bem.
Dos 16 detentos que fugiram, apenas um foi recapturado. Ontem, os investigadores estavam revoltados. Um deles, que não quis ser identificado, disse que é inadmissível que o governo do Estado não perceba o crime que se comete ao colocar tantos presos num mesmo lugar. A capacidade máxima da cadeia de Pinhais é de 16 presos.
O delegado Edmundo Hasselmann ficou ontem contabilizando os prejuízos. Na delegacia foram arrebentadas portas e cadeados. Eles agiram com muita violência. Eles chutaram nossos policiais, deram marretadas. Tenho que remover os presos daqui para iniciar uma reforma, afirmou o delegado.
A suspeita é de que o grupo de resgate de presos tenha vinculação com um casal preso na semana passada em Pinhais. O fugitivo Menegildo de Oliveira e Alessandra Jociane Moreira, ambos presos por porte ilegal de armas. Na sexta-feira, o delegado teria recebido uma informação de que haveria resgate de presos para recuperação do casal. Ele se antecipou e removeu Menegildo para um distrito de Curitiba e Alessandra para o 9º Distrito, no bairro Santa Quitéria.
Na noite de domingo, quatro plantonistas estavam escalados em Pinhais, quando o delegado teria recebido um telefonema do 9º Distrito dizendo que Alessandra estava muito mal de saúde e que precisava de atendimento médico imediato. Como ela era presa de minha responsabilidade, pedi para que dois plantonistas a acompanhassem no Hospital de Clínicas. Neste intervalo foi que tudo aconteceu, relatou.


