Presos são resgatados de cadeia e roubam armas
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Assaí Uma quadrilha fortemente armada conseguiu resgatar três presos da Delegacia de Assaí (36 km a leste de Londrina) no final da tarde de domingo. Antes de sair, o bando arrombou uma sala e roubou duas armas. No momento da ação, apenas um auxiliar administrativo, que não é policial e tem salário pago pelo próprio delegado, cuidava do prédio e de todos os presos.
Segundo o delegado Adair de Oliveira, dois homens chegaram à delegacia pouco depois das 17 horas e acionaram a campainha. Ao atender o chamado, o auxiliar administrativo (que não teve o nome divulgado) foi ameaçado com um pistola e teve de abrir a porta. Como não é policial civil, ele não trabalhava armado e foi trancado na carceragem.
Os dois homens abriram outras celas e resgataram os três presos Alessandro Martiniano dos Santos, 28 anos, que estava há cerca de 10 dias em Assaí após ser preso por furto; Wilian Diego da Silva e Elton Tiago Aparecido dos Santos, ambos de 19 anos e que estavam na delegacia há uma semana após tentarem roubarem o malote de um gerente de banco. Os três crimes foram praticados no município vizinho de São Sebastião da Amoreira.
Antes de fugir, o grupo estourou as portas das salas do delegado e do escrivão e roubou um revólver calibre 38 e uma espingarda. Do lado de fora, outros dois homens também armados esperavam pelos comparsas em dois veículos Vectra. O delegado disse que todos devem fazer parte da mesma quadrilha, uma vez que planejaram a ação e chegaram dizendo que ''teriam ido buscar apenas os deles''. Até o final da tarde, nenhum dos fugitivos haviam sido recapturados.
Com capacidade para 24 presos, a cadeia abrigava 31 no momento do resgate. ''Os outros presos só não fugiram porque não quiseram'', afirmou o delegado, lembrando que dispõe apenas de dois investigadores que se revezam na segurança da carceragem no período noturno.
Procurada pela Folha, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) não se pronunciou até o fechamento desta edição.


