Cerca de 30 presos já foram removidos dos distritos policiais (DPs) de Londrina, que estão interditados parcialmente pela Vara de Execuções Penais (VEP) por causa da superlotação. Hoje, mais 10 presos serão transferidos para a Prisão Provisória de Londrina (PPL). O Estado tem 30 dias para cumprir a ordem do juiz da VEP, Roberto Ferreira do Valle, que determinou a remoção do excesso de presos dos quatro distritos policiais que mantêm carceragens.
Desde segunda-feira, ninguém foi preso em Londrina. Por isso, a Polícia Civil ainda não sabe para onde vai encaminhar a primeira pessoa a ser presa depois da ordem da Justiça de esvaziar os DPs. ‘‘Ainda não temos um local definido para encaminhar quem for preso. Só vamos avaliar isso quando a primeira prisão acontecer’’, disse o delegado-adjunto João Carulla.
Ontem, a Folha tentou falar com o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (10ª SDP), Gilson Garret Algauer, mas ele estava em Curitiba, onde se encontra desde o início da semana, e o seu celular estava desligado. Segundo a Polícia Civil, no final das transferências, cerca de 100 presos terão sido removidos dos DPs.
Por causa da precariedade dos distritos, o juiz determinou que as celas não poderão ter mais que seis detentos. A média atual é de 12 por cela. A conclusão da obra da Cadeia Pública, prevista para dezembro, é apontada como a melhor alternativa para aliviar os distritos. Os presos estão sendo transferidos para unidades de Londrina, Curitiba e Maringá.

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