Presos são alfabetizados com computador
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quinta-feira, 15 de novembro de 2001
Emerson Dias<br>De Londrina 
A Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) iniciou ontem um projeto de alfabetização dos presos via computadores. Segundo a responsável pelo programa, a iniciativa é inédita no Brasil e deve atrair mais detentos para a sala de aula do presídio.
Os dez computadores foram doados em setembro pela Copel (que mantém projetos similares em diversos locais do Estado), mas somente ontem as aulas começaram oficialmente. ''É a primeira vez que alguém tenta fazer isso dentro da prisão. Cada aluno fica três horas no computador, acompanhado de um monitor e uma professora'', explicou a pedagoga da PEL, Mitue Ishikawa Martins, lembrando que o número de equipamentos deve aumentar para 20 dentro das próximas semanas. Além de aprender gramática e ortografia, os estudantes estão recebendo noções básicas de informática e conhecendo sistemas de multimídia, ouvindo sons e assistindo animações no vídeo.
Atualmente, cerca de 10% dos 370 internos são analfabetos. No total, 40% deles estão acompanhando às aulas de 1 a 4 séries. Além do aprendizado, os detentos conseguem redução da pena e ganham o direito de atuarem como monitores de companheiros que não sabem ler nem escrever. ''Em 15 dias, os analfabetos já conseguem identificar as letras e formar palavras. Cada grupo permanece no projeto durante três meses'', disse Mitue.


