O 6º Distrito Policial de Londrina abriu ontem inquérito para investigar denúncia de espancamento e abuso sexual praticados contra três detentos da Prisão Provisória. Eles teriam sido agredidos por seis outros colegas de cela, entre os dias 25 e 29 de setembro.
Duas das supostas vítimas, Francisco José Goes e Osvaldo Porfirio, foram espancados e sofreram lesões leves. O terceiro, Amósio Inácio de Oliveira, preso acusado de estupro, foi violentado. Um dos presos espancados teria sido obrigado a violentar Oliveira.
A denúncia chegou ao delegado responsável pela Prisão, Eurico Hummig, que depois de ouvir os detentos encaminhou o caso para o 6º DP. A delegada Valdete Testone disse que pretende começar a ouvir todos os envolvidos no caso ainda nesta semana. Os promotores Cláudio Esteves e Carla Moretto Macarini, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), vão acompanhar as investigações da Polícia Civil.
Valdete Testone informou ontem que, segundo as denúncias, as agressões foram praticadas no período da noite, quando os agentes penitenciários não entram mais na carceragem. As vítimas contaram que os agressores ligavam o rádio em alto volume, para não serem surpreendidos. A delegada comenta também que na Prisão as paredes e as portas de ferro dificultam a percepção de qualquer irregularidade.
Depois de denunciarem as agressões, os três presos foram transferidos para o 4º Distrito Policial. Francisco Góes e Amósio de Oliveira acabaram apanhando, novamente, de cinco presos do distrito, sofrendo lesões leves.
O delegado Joaquim de Melo abriu inquérito para investigar a nova agressão e indiciou os cinco presos agressores. Ele espera somente o resultado do exame de lesões corporais, já realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), para concluir o inquérito. O delegado informou que os dois agredidos foram transferidos mais uma vez, um para o 2º DP e outro para o 3º DP. Ambos foram colocados em celas separadas dos outros presos.
Amósio de Oliveira, de 19 anos, foi preso em abril deste ano acusado de abusar sexualmente de uma prima de apenas dois anos de idade. Ele é réu confesso e, enquanto esteve preso no 5º DP, também foi espancado e violentado pelos presos daquele distrito.

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