Presos saem para o Natal e não voltam
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quarta-feira, 09 de janeiro de 2002
Katia Michelle 
Curitiba - Dos 884 detentos da Colônia Penal Agrícola de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba) que foram beneficiados com portarias especiais de Natal e Ano Novo direito de permanecer esse período fora da prisão 66 não retornaram. A evasão representa 7,47% dos presos que receberam o benefício. A Delegacia de Vigilância e Captura, bem como as delegacias dos municípios de origem dos detentos, já foram acionadas para tentar recapturá-los.
O prazo para o retorno acabou na última sexta-feira, mas a colônia estendeu por mais 48 horas o período em que os presos poderiam voltar. Aqueles que não retornaram já são considerados evadidos, reforçou o diretor da Colônia Penal, Lauro Valeixo. O tempo em que os presos puderam se ausentar da colônia variou de acordo com cada pena. Alguns tiveram o direito de permanecer até doze dias fora.
Os detentos que não retornaram até a semana passada perdem o direito de cumprir a pena em regime semi-aberto e voltam ao regime fechado. O tempo em que eles ficaram longe da colônia também não é descontado da pena a ser cumprida.
Ele acredita que nas próximas semanas, pelo menos 15% dos presos evadidos devam retornar à colônia e aponta motivos sociais como a principal causa da evasão. Segundo ele, os presos não retornam porque encontram a família em situação precária e tentar encontrar um recurso para sustentá-la. Alguns não conseguem e acabam voltando para a colônia, mesmo depois de vencido o prazo, revela. No ano passado, do total de presos que receberam o benefício, 4% não retornaram. Atualmente, 940 presos cumprem pena na Colônia Penal Agrícola.


