Lucinéia Parra
De Maringá
Doze dos 18 presos da cadeia de Mandaguari (33 km a leste de Maringá) fugiram no início da tarde de anteontem quando o carcereiro abriu a porta do corredor que dá acesso às celas para servir o almoço. Apenas um tinha sido recapturado até ontem. Os presos serraram a tranca de uma porta de ferro que antecede a segunda porta aberta diariamente nos horários de refeições.
De acordo com o delegado Astro Neri Prado Filho, os foragidos serraram a tranca de uma porta que só é aberta para entrada ou saída de presos. Prado explicou que, diariamente, o carcereiro só abre a primeira porta nos horários de refeições e passa os alimentos por uma espaço na segunda porta de ferro que permanece sempre fechada.
O delegado disse que, no dia da fuga, o carcereiro Maurício Campos abriu a primeira porta e imediatamente um dos presos abriu a segunda porta, rendendo-o. Campos foi deixado junto com os seis presos que não quiseram fugir em uma cela da cadeia.
Os fugitivos levaram um revólver e uma escopeta calibre 12. Conforme o delegado, a fuga foi liderada por Nelson Sobrinho, conhecido como Bispo, que estava preso por assalto à mão armada. O carcereiro foi libertado no mesmo dia à tarde por policiais militares que tinham sido informados sobre a fuga por uma pessoa que passava em frente à delegacia. A última fuga ocorreu há cerca de cinco anos.
Tentativa Os presos da Cadeia Pública de Cornélio Procópio tentaram fugir na noite de anteontem, abrindo um buraco no teto da ala superior do presídio. A Polícia Militar frustrou a fuga após ouvir o barulho dos instrumentos usados para abrir a laje. A polícia encontrou serras e uma barra de ferro. Esta é a terceira tentativa de fuga somente este ano. Os presos serraram uma barra de ferro de uma das celas e confeccionaram uma imitação de barra cilíndrica com papelão para colocar no lugar. A Cadeia Pública de Cornélio Procópio tem capacidade para 24 presos mas abrigava ontem, 68 detentos. Apenas o carcereiro faz a segurança interno do presídio. A vigilância externa é feita por dois policiais militares. (Colaborou Edna Mendes)

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