Presos quebram pilastra para tentar fugir do 2º DP
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sábado, 21 de janeiro de 2006
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Com uma ocupação quase quatro vezes maior do que sua capacidade, o 2º Distrito Policial (2º DP), na Zona Leste de Londrina, teve ontem mais uma madrugada de tensão. Presos quebraram uma pilastra do corredor para tentarem fuga, mas o investigador de plantão ouviu o barulho e conseguiu contornar a situação. Até o final da tarde de ontem, os DPs de Londrina abrigavam 510 presos, sendo 83 mulheres. Uma lotação muito acima da capacidade dos DPs que, somada, chega a 158 vagas.
Segundo informações de um investigador, os presos que haviam ganhado um voto de confiança e o direito de permanecerem soltos no corredor durante a noite por causa da superlotação nas celas conseguiram quebrar uma das pilastras da parede de um corredor da carceragem. A tentativa de fuga aconteceu às 5 horas e só não foi bem sucedida porque o investigador de plantão ouviu o barulho e conseguiu agir em tempo com a ajuda dos policiais militares que faziam a guarda externa. Segundo a fonte ouvida pela Folha, pelo menos um disparo teria sido dado para conter os presos. Estoques e pedaços de ferro foram recolhidos da carceragem.
Ontem a parede foi refeita e à tarde a carceragem passou por uma revista geral conduzida por policiais civis com o apoio do Pelotão de Choque da PM. O 2º DP foi construído para abrigar até 64 presos mas ontem estava com 241.
A situação no 2º DP não difere muito dos demais DPs que pssuem carceragem. No 4º DP (Zona Sul), havia ontem 100 presos onde deveriam estar 24. O 5º DP (Zona Norte), que também tem capacidade para 24 presos, estava com 96 presos. O distrito também passaria por revista por causa de um buraco descoberto em uma cela. Entre as presas abrigadas no 3º DP (Zona Oeste), as condições são um pouco melhores mas também há superlotação: a carceragem que abrigaria 46 presas tinha ontem 83.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Luiz Barroso, reafirmou que a situação só deve se modificar dentro de alguns meses quando for inaugurado o novo Centro de Detenção para presos provisórios. Ele destacou que está em conversação com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) para agilizar a colocação de cinco celas modulares que abririam mais 60 vagas. A Sesp informou ontem que espera implantar as celas em até 60 dias.


