A polícia de Paranavaí prendeu ontem quatro pessoas envolvidas no assassinato do ex-gerente aposentado do Banestado, Katsuo Waki, 52 anos, em maio de 98. A ex-mulher de Waki, Regimaura Alves Nascimento Waki, 25 anos, foi presa sob acusação de ter sido a mandante do crime. Ela nega a acusação. Waki foi morto com um tiro no peito e o corpo foi encontrado em um boeiro, em uma estrada vicinal a cerca de 8 quilômetros da cidade.
Além de Regimaura, foram presos Marcionilho Gouveia dos Santos, 26 anos, Nei Gouveia, 22, e Luiz Carlos Alves, 27 anos. O autor do crime, conforme a polícia, é Roberto Aparecido de Souza, 20 anos, que está preso em Botucatu (SP) por assalto. A prisão dos quatro foi possível a partir de uma carta e sequências de telefonemas anônimos. Na carta, o autor conta detalhes do crime e quais as pessoas envolvidas.
Segundo a polícia, Regimaura teria sido a mandante, contratando Marcionilho para executar o crime. Regimaura teria dado um Voyage como pagamento. Marcionilo chegou a pegar o carro, mas não teve coragem de cometer o assassinato e contratou Roberto Aparecido, que morava em Paranavaí. Nei Gouveia e Luiz Carlos Alves foram presos porque sabiam sobre o crime, mas mentiram nos depoimentos ao delegado. Os dois foram presos, na época, como suspeitos.
Regimaura estava separada de Waki havia um ano e já morava com outro homem na época do crime. Eles ficaram casados quatro anos, mas não eram separados judicialmente. Na carta anônima, o autor diz que Regimaura teria confessado a uma amiga que havia se casado com Waki por interesse e que precisava achar um jeito de se livrar dele para ficar com parte dos bens. De acordo com Marcionilho, Regimaura teria levado Roberto Aparecido até a casa do ex-gerente do Banestado e presenciado o crime.

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