Presos precisam levar colchões para a PEL
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de setembro de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Presos de distritos policiais londrinenses e de delegacias da região que são transferidos para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) estão tendo que levar consigo os mesmos colchões que já estavam usando nas carceragens. Isso porque a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju), através do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), ainda não teria remetido colchões em número suficiente para a PEL abrigar mais um interno por cela, conforme previa acordo firmado com a Vara de Execuções Penais (VEP) há cerca de três meses.
O diretor da PEL, Raimundo Hiroshi Kitanishi, informou ontem que o acordo da Seju com a VEP fez a lotação da unidade subir de 504 para 588. Com as recentes transferências, as 84 novas vagas já foram praticamente todas preenchidas. Como cada cubículo tem apenas seis cama, um preso precisa dormir no chão. A direção da PEL deverá transferir para Curitiba nas próximas horas sete presos que alcançaram a progressão da pena.
Para abrigar mais um preso em cada uma das 84 celas, a direção da PEL precisaria de um reforço na alimentação e na quantidade de colchões. O problema de alimentação foi resolvido e o Estado está arcando com os custos extras. Já em relação aos colchões, o Depen teria enviado apenas parte do que era necessário. A saída encontrada foi orientar as delegacias para enviarem os colchões que os presos usavam. O diretor garantiu que nenhum dos presos transferidos estaria sem colchão.
O diretor-geral do Depen, coronel Justino Henrique de Sampaio Filho, disse que, até o início da próxima semana, deverá enviar os colchões para PEL ''em número suficiente para atender as necessidades''. O coronel adiantou ainda que o Estado deverá instalar, em breve, uma fábrica de colchões na Colônia Penal Agrícola, em Curitiba.


