Presos por roubo de medicamentos
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) prendeu, na madrugada de ontem, parte de uma quadrilha especializada em roubos de medicamentos e cosméticos que agia no Paraná. De acordo com o tenente da PIC, Diogo Andrade, os bandidos haviam roubado um caminhão que transportava produtos farmacêuticos no último dia 8, em Imbaú (104 km ao Norte de Ponta Grossa), e ontem, utilizando um outro caminhão da empresa Quadra Norte Frutas, levariam os produtos, escondidos na carroceria, sob caixas vazias, para um receptador do Estado de São Paulo. A carga está avaliada em R$ 280 mil.
O flagrante aconteceu no momento em que o motorista Odair Luiz Dassie abastecia o caminhão em um posto de combustíveis da Avenida Dez de Dezembro e foi abordado pelos policiais. Ele confessou que sabia estar levando medicamentos, por isso foi autuado por receptação. ''Quando fui arrumar a lona que cobre a carroceria, vi os medicamentos por baixo das caixas, mas fiquei com medo de perguntar qualquer coisa para os patrões. Esse foi o meu erro'', explicou Dassie.
Outros três homens foram presos momentos depois na cidade de Andirá (36 km ao Oeste de Jacarezinho) onde aguardavam o caminhão, em um veículo Gol, para atuarem como ''batedores'' até o destino final. ''Já temos a confirmação de que pelo menos um desses três participou do roubo em Imbaú. Sabemos também que é uma quadrilha grande e já identificamos outros membros. Os mandatos de prisão devem sair em breve'', relatou o tenente.
Ele afirmou também que essa mesma quadrilha havia roubado, no mês de março, um veículo que entregava medicamentos em uma farmácia da Avenida Duque de Caxias. ''Naquela ocasião, eles venderam os produtos para farmácias das cidades de Castro e Lapa (Sudeste do Paraná). Recuperamos os produtos depois de investigações''.
O gerente comercial da Quadra Norte Frutas, Anderson Domingues, explicou que o caminhão apreendido com a carga ilegal pertence à empresa, mas fazia frete terceirizado. ''A empresa é tradicional e idônea. Só que em casos como esse não temos controle sobre a carga'', afirmou. (Colaborou Fernando Rocha Faro)


